CÂMBIO-Após abrir em queda, dólar avança de olho no exterior

quarta-feira, 7 de novembro de 2007 10:16 BRST
 

SÃO PAULO, 7 de novembro (Reuters) - O dólar operava em alta nesta quarta-feira, influenciado pela queda das bolsas internacionais. O avanço, porém, era limitado pela perspectiva de entrada de moeda no país e pela desvalorização do dólar em outros mercados.

Às 10h15, a divisa BRBY era cotada a 1,743 real, em alta de 0,40 por cento. Na véspera, a moeda caiu 0,80 por cento e fechou no menor valor desde março de 2000.

Após abrir em leve queda, o dólar inverteu o movimento e subiu em direção ao patamar de 1,74 real. "Hoje já teve duas notícias para o dólar, uma para cada lado", explicou Gustavo Cunha, operador de derivativos do Rabobank.

"Uma é o dólar se desvalorizando no mundo inteiro. Contra o euro, contra todas as moedas fortes, está caindo bem. Do outro lado, tem as bolsas que estão caindo bastante também. O dólar (no Brasil), por enquanto, está bem no zero a zero", afirmou.

O euro registrou mais um recorde diante da moeda norte-americana, dessa vez acima de 1,47 dólar, depois que uma autoridade chinesa comentou a possibilidade de o país diminuir a proporção de dólares em suas trilionárias reservas internacionais.

A alta do euro influenciava as bolsas do continente, que operavam em queda. Em Wall Street, os índices futuros também operavam em baixa, com os futuros de Dow Jones e S&P caindo cerca de 1 por cento.

Júlio César Vogeler, operador de câmbio da corretora Didier Levy, disse também que o mercado promovia alguns ajustes após a valorização do real na véspera. "O mercado veio um pouco puxado. É normal fazer um ajuste", disse.

O efeito desses ajustes era favorecido pelo volume fraco no começo da sessão. Segundo Cunha, a diferença de três horas para Nova York após o fim do horário de verão norte-americano afeta o fluxo de estrangeiros, concentrando os negócios um pouco mais tarde.

E, com o aumento das operações, pode crescer a pressão pela queda da moeda norte-americana. Segundo agentes de mercado, a tendência do dólar é de baixa por conta da contínua entrada de dólares no país. "O fluxo pode influenciar bastante o mercado doméstico", disse Vogeler.