7 de Abril de 2008 / às 14:50 / em 10 anos

China deve voltar a aprovar usinas de etanol

PEQUIM (Reuters) - A China deve autorizar a construção de usinas de etanol que não utilizem grãos como matéria-prima, mais de um ano depois de suspender a aprovação de projetos deste tipo por receios sobre a oferta de alimentos e a inflação.

A Comissão Nacional para o Desenvolvimento e Reforma endossou projetos apresentados por cinco províncias para a construção de usinas, que utilizariam batata-doce, sorgo doce e mandioca para a produção de etanol, conforme nota publicada no site do órgão (www.ndrc.gov.cn).

A aprovação não era dirigida especificamente a qualquer usina, mas incentivava que as províncias de Hubei, Jiangsu, Jiangxi e Hebei, assim como Chongqing, finalizassem os planos de tais projetos e formalizassem uma proposta.

Os projetos estariam alinhados às políticas de Pequim para o incentivo de usinas que empregassem matérias-primas diferentes de grãos, desde que o plantio das safras não refletisse no avanço das áreas de cultivo sobre áreas de grãos.

A China tenta reduzir a dependência de petróleo bruto do país, mas também possui receios de que o cultivo de safras para a fabricação de biocombustíveis limite a capacidade nacional de produção de alimentos.

O relaxamento das restrições impostas anteriormente ocorre num momento de elevação dos preços internacionais do petróleo para níveis próximos do recorde alcançado em março. A China é o segundo maior consumidor global de petróleo e depende de importações para atender metade de sua demanda.

A maior produtora chinesa de etanol, a China Agri-Industries Holdings Ltd, disse no mês passado que pretendia construir uma segunda usina em Guangxi neste ano. A unidade utilizaria mandioca como matéria-prima.

A província de Guangxi pretende misturar 10 por cento de etanol à gasolina utilizada em todos os carros neste mês, seguindo o início das atividades da primeira usina da China Agri em dezembro.

A China Agri planeja construir usinas que utilizarão batata-doce para a fabricação de etanol nas províncias de Hebei e Hubei, segundo o diretor da empresa, Yue Guojun.

Por Niu Shuping

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