Ferrovia da Vale em Carajás sofre nova invasão pelo MST

quarta-feira, 7 de novembro de 2007 14:17 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Companhia Vale do Rio Doce informou nesta quarta-feira que a Estrada de Ferro Carajás, responsável por transportar minério de ferro da maior mina da empresa ao porto, foi novamente invadida na manhã desta quarta-feira por integrantes do MST.

Segundo a empresa, a invasão ocorreu no momento em que duas locomotivas manobravam 126 vagões vazios num pátio ferroviário próximo ao município de Parauapebas (PA).

A Vale informou que os manifestantes entraram nas locomotivas e danificaram equipamentos, incluindo sistemas de frenagem, utilizando picaretas. A ferrovia está bloqueada.

Essa é a terceira vez no período de um mês que membros do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) invadem e interrompem o fluxo de trens da ferrovia, que leva minério e outros produtos de Carajás para a região portuária de São Luiz, no Maranhão, de onde é exportado.

O MST no Pará confirmou a invasão e informou que a interrupção da ferrovia é por tempo indeterminado.

"Só vamos sair daqui quando recebermos uma comissão do governo estadual, federal e da Vale para negociar", disse à Reuters por telefone Charles Trocate, da coordenação estadual do movimento.

Segundo ele, a principal reivindicação à Vale é uma contrapartida em termos de projetos sociais pela exploração dos recursos minerais no Estado.

Os trilhos da Estrada de Ferro Carajás atravessam o assentamento Palmares 2, do MST, e os manifestantes ficam acampados em um local distante apenas 3,5 quilômetros da via.

Segundo Trocate, se eles forem removidos do local pela polícia, a estratégia é invadir novamente assim que possível, até que alguma forma de negociação seja retomada.   Continuação...