Gabrielli descarta ampliação de gasoduto Brasil-Bolívia

quarta-feira, 7 de novembro de 2007 16:44 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - Os novos investimentos que a Petrobras pretende fazer na Bolívia incluem exploração de novas áreas de gás, mas não contemplam a ampliação do gasoduto utilizado atualmente, disse nesta quarta-feira o presidente da companhia, José Sergio Gabrielli.

Segundo ele, o objetivo da empresa não é elevar o volume de gás que é enviado pela Bolívia ao Brasil, mas apenas manter no longo prazo a carga de 30 milhões de metros cúbicos por dia estipulada em contrato.

"Todo campo de gás atinge um pico de produção e depois declina, e é um declínio rápido", disse Gabrielli a jornalistas em Brasília.

"Então precisamos de ações para manter a potência dos campos. Ou se aumenta a técnica ou se descobrem outros campos. Os 30 milhões de metros cúbicos exigem novos campos, e novas tecnologias, exige investimento", afirmou.

"Não há planos de aumentar o Gasbol (gasoduto Brasil-Bolívia) nesse momento", disse Gabrielli, acrescentando que não dispunha ainda de números sobre os investimentos, que ainda estão sendo analisados.

Reuniões técnicas entre a Petrobras e a estatal boliviana YPFB estão sendo realizadas para a definição dos novos planos no país e um encontro maior, com diretores, será realizado na semana de 26 a 30 de novembro.

Questionado se os novos investimentos em exploração sem aumento do gasoduto não levariam a um saldo a ser utilizado pela Bolívia para outros fins, Gabrielli respondeu que essa é uma possibilidade.

"Vamos investir na capacidade exploratória. Se tivermos sucesso, e for mais do que o contrato do Brasil, é evidente que a produção será maior".

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<p>Os novos investimentos que a Petrobras pretende fazer na Bol&iacute;via incluem explora&ccedil;&atilde;o de novas &aacute;reas de g&aacute;s, disse o presidente da companhia, Jos&eacute; Sergio Gabrielli. Foto de Gabrielli com o ministro de Energia da Bol&iacute;via, Carlos Villegas (direita), em La Paz, 6 de novembro. Photo by David Mercado</p>