8 de Julho de 2008 / às 15:00 / em 9 anos

G8 pressiona emergentes para avançar com Rodada de Doha

Por William Schomberg

TOYAKO (Reuters) - Os líderes dos países mais ricos do mundo vão pressionar na quarta-feira os dirigentes de China, Brasil e outras economias emergentes a contribuir com a Rodada de Doha, a menos de duas semanas de um teste vital para as negociações.

“Esta pode ser a última chance de selar um acordo, e não devemos perdê-la”, disse o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, cobrando mais concessões dos emergentes a respeito dos mercados industrial e de serviços.

Os membros do G8 manifestaram nesta terça-feira a necessidade de concluir urgentemente a Rodada de Doha, tema que deve ser retomado no encontro com Brasil, China, Índia, México e África do Sul num hotel de luxo de Toyako, no norte do Japão.

“Todos os países na sala compartilharam a opinião de que não se trata de algo que os países desenvolvidos podem fazer sozinhos, e sim de que uma Rodada de Doha bem-sucedida depende de as grandes economias emergentes também fazerem sua parte na abertura dos mercados”, afirmou Dan Price, consultor do governo norte-americano para questões econômicas.

Começa no dia 21 de julho uma reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC) que pode ser definitiva para o futuro da Rodada de Doha, lançada com o objetivo de abrir o comércio mundial.

Mas, caso não surja um acordo de última hora a respeito das questões agrícolas e industriais, as negociações devem ser atropeladas pelo processo eleitoral norte-americano e podem passar anos na geladeira.

União Européia, Estados Unidos e outros países ricos tentam superar as resistências entre os países em desenvolvimento na busca por mais concessões para seus exportadores de produtos industriais e prestadores de serviços.

Já os países emergentes exigem que os ricos abram mão de subsídios e tarifas agrícolas, que tolhem suas exportações rurais.

“Os países desenvolvidos devem desmantelar barreiras e distorções, especialmente os subsídios à agricultura e o apoio doméstico que afetam os esforços gerais dos países em desenvolvimento”, apontaram os cinco emergentes em nota preparatória para o evento de quarta-feira.

O encontro também deve envolver discordâncias a respeito das questões climáticas, pois o G8 pressiona os grandes países em desenvolvimento a aceitar metas de redução para as emissões de gases do efeito estufa.

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