CENÁRIOS-De olho no dólar, indústria quer rapidez do governo

quarta-feira, 8 de outubro de 2008 19:02 BRT
 

Por Taís Fuoco e Alberto Alerigi Jr.

SÃO PAULO, 8 de outubro (Reuters) - A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) não espera um efeito positivo da recente alta do dólar em suas exportações antes de um ou dois anos.

Ao mesmo tempo, espera medidas rápidas do governo, como a retomada da queda da taxa de juros básica da economia, como forma de evitar um desaquecimento maior na economia local.

Outra entidade da indústria, a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), vai além e diz que o setor está "paralisado" diante das oscilações da moeda norte-americana, que impedem a formação de preços tanto para o comércio local como para as exportações.

Caso a moeda norte-americana se mantenha em um patamar acima dos 2 reais, só deve representar melhoria na receita de exportações da indústria de bens de capital no longo prazo.

"Para pegar mercado lá fora não é do dia para a noite, não é em um passe de mágica que ocorre as mudanças", disse Luiz Aubert, presidente da Abimaq, em entrevista à Reuters.

Além disso, afirmou o executivo, o cenário atual "é preocupante, como tudo o que não é previsível".

Ele avalia que "em um mês o dólar subir 30, 40 por cento é algo prejudicial para todo mundo". Ele pondera ainda que "ninguém sabe realmente o tamanho da crise, mas o que temos certeza é que vai dar uma freada na atividade".

A avaliação é compartilhada por Humberto Barbato, presidente da Abinee. "Estamos vivendo o pior dos mundos", afirmou.   Continuação...