G8 vê riscos para economia e pede apreciação do iuan

terça-feira, 8 de julho de 2008 13:49 BRT
 

Por Yoko Nishikawa e Alan Wheatley

TOYAKO, Japão (Reuters) - O grupo dos países mais industrializados (G8) expressou forte preocupação nesta terça-feira sobre os altos preços dos alimentos e do petróleo, que coloca em risco a economia global que já passa por sérios apertos financeiros.

Em um comunicado divulgado no segundo dia da cúpula anual do grupo, o G8 pediu que a China aprecie o iuan e ajude a reduzir os desequilíbrios financeiros globais.

"Em algumas economias emergentes com grandes e crescentes superávits em conta corrente, é crucial que a taxa efetiva de câmbio se mova para que ajustes necessários possam ocorrer", afirmou o G8, sem dar nome a nenhum país.

A inclusão da palavra "alguns" marca uma sutil diferença em relação às palavras utilizadas no comunicado do G8 no último ano, que dizia que as economias em geral precisavam elevar o valor efetivo de suas moedas.

O G8 não fez outras menções de moedas em seu comunicado, mas uma autoridade sênior dos Estados Unidos afirmou que o presidente norte-americano, George W. Bush, reforçou o apoio a um dólar forte durante as conversas.

"O presidente obviamente reafirmou que é de seu interesse um dólar forte, e é seu compromisso um dólar forte", disse Dan Price, assistente de Bush para assuntos econômicos internacional. "Houve uma conversa geral sobre taxas de câmbios."

RISCOS PERSISTENTES

Os líderes de Japão, Inglaterra, Canadá, Alemanha, França, Itália, Rússia e Estados Unidos afirmaram que estão otimistas sobre a resistência de longo prazo de suas economia e da perspectiva de crescimento global. Mercados emergentes em particular ainda estavam crescendo fortemente.

"Mas a economia global está enfrentando agora incertezas e riscos persistentes. Entre outros, nós demonstramos nossas fortes preocupações com os elevados preços das commodities, especialmente o petróleo e os alimentos, uma vez que eles impõem um desafio sério para o crescimento estável do mundo todo", acrescentou o G8.