Demanda global de aço crescerá em 2008 puxada por países do Bric

segunda-feira, 8 de outubro de 2007 09:39 BRT
 

Por Michael Hogan e Christiaan Hetzner

BERLIM (Reuters) - Demanda maior no Brasil, Rússia, Índia e China deve puxar para cima o consumo global de aço em 6,8 por cento em 2008, estimou o Instituto Internacional de Ferro e Aço (Iisi) nesta segunda-feira, elevando suas previsões apesar das turbulências dos mercados financeiros.

"Apesar dos riscos econômicos mundiais terem aumentado, a previsão do Iisi assume que a recente volatilidade no mercado de crédito não fará com que a economia norte-americana caminhe para uma recessão", informou o presidente do instituto, Jonh Surma, à jornalistas.

Surma, que dirige a US Steel Corp, falou durante o encontro anual da entidade.

Crescimento econômico forte no Brasil, Rússia, Índia e China --os países que formam o Bric-- tem motivado o boom na indústria siderúrgica e não mostra sinais de redução apesar das turbulências nos mercados financeiros iniciadas pela crise no mercado de crédito imobiliário de risco dos Estados Unidos.

O secretário-geral do Iisi, Ian Christmas, disse não ver nada no horizonte que o faça mudar de opinião em relação a uma alta no consumo de aço de 4 a 5 por cento por ano nos próximos cinco anos.

A previsão revisada do Iisi vê o consumo mundial de aço alcançando 1,28 bilhão de toneladas em 2008, uma alta em relação às 1,20 bilhão de toneladas previstas para este ano. Com isso, a entidade aumentou sua estimativa de crescimento do consumo em 2007 em 0,9 ponto percentual e em 0,7 ponto em 2008, frente às estimativas divulgadas em março.

Os países do Bric, que foram responsáveis por cerca de 41 por cento da demanda global por aço em 2006, vão liderar de novo o crescimento, com uma expansão de 12,8 por cento em 2007 e 11,1 por cento em 2008, informou o Iisi.

No geral, 77 por cento do crescimento mundial em 2007 e 71 por cento em 2008 acontecerão nesses quatro países, prevê a entidade.

O uso de aço pela China deve crescer 11,4 por cento em 2007 e 11,5 por cento em 2008, consumindo 35 por cento do total mundial.

 
<p>Um empregado da companhia de Ferro e A&ccedil;o de Hangzhou, na prov&iacute;ncia de Zhejiang, leste da China. Demanda maior no Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia e China deve puxar para cima o consumo global de a&ccedil;o em 6,8 por cento em 2008, estimou o Instituto Internacional de Ferro e A&ccedil;o (Iisi) nesta segunda-feira, elevando suas previs&otilde;es apesar das turbul&ecirc;ncias dos mercados financeiros. Photo by Henry Lee</p>