OEA pede que Farc abandonem violência e libertem todos os reféns

terça-feira, 8 de julho de 2008 15:57 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - A OEA pediu às Farc na terça-feira que libertem sem condições todos os sequestrados, abandonem a violência e iniciem um diálogo com o governo colombiano em prol da paz na Colômbia.

O órgão multilateral aprovou uma declaração que parabenizou o governo e o povo colombianos pela operação militar "Xeque", que culminou na última quarta-feira com o resgate de 15 reféns, incluindo a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, três norte-americanos e 11 militares e policiais colombianos.

O embaixador da Colômbia para a Organização dos Estados Americanos (OEA), Camilo Ospina, agradeceu o apoio dos 34 países-membros do grupo e afirmou que seu país está disposto a negociar com todos aqueles que abandonem as armas.

"Queremos agradecer o apoio enorme que o hemisfério dá à Colômbia", disse Ospina em Washington, ao final de uma sessão extraordinária do Conselho Permanente da OEA, acrescentando que isso significa o apoio de 800 milhões de pessoas no continente americano.

O documento apóia os esforços do governo colombiano para "a conquista efetiva da paz e da segurança" depois de mais de quatro décadas de conflito armado.

Todavia, a OEA destacou que o processo deve ser realizado "com pleno respeito aos direitos humanos, ao direito nacional humanitário e ao direito internacional", segundo o texto da declaração.

A reunião foi celebrada a pedido da missão da Colômbia, que fez uma apresentação com vídeos e fotos da operação militar que representou um duro golpe às Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Ospina pediu que a guerrilha liberte os sequestrados que ainda estão na selva, "agora" e "sem condições", além de reiterar o compromisso de seu país com a democracia e com o respeito aos direitos humanos.

A Venezuela, com quem Bogotá tem se desentendido nos últimos meses, parabenizou o governo de Alvaro Uribe, mas ressaltou os esforços de seu presidente, Hugo Chávez, na libertação anterior de um grupo que estava em poder das Farc.

(Reportagem de Adriana Garcia)