Equador será "flexível" na renegociação com petroleiras

segunda-feira, 8 de outubro de 2007 13:32 BRT
 

QUITO (Reuters) - O Equador anunciou que será flexível nas conversações com as petroleiras estrangeiras para a renegociação dos atuais contratos, porém o aumento inesperado no valor dos royalties recebidos pelo governo não deve ser negociado, afirmou o ministro de Petróleo do país, Galo Chiriboga.

O presidente Rafael Correa, que conquistou um forte apoio na recente votação para a assembléia constituinte, surpreendeu os operadores de petróleo na quinta-feira ao elevar a participação do Estado nas receitas e as negociações de contratos são parte de sua movimentação para haver mais intervenção estatal na economia.

Chiriboga deseja que as companhias troquem contratos que lhes garantem o acesso a parte do petróleo extraído por novos acordos dando ao Estado todo o petróleo e às empresas o pagamento de uma taxa de serviço.

Mas ele não descartou a criação de novos tipos de contratos nas discussões para renegociação.

"Se a lei nos permitir ter um novo tipo de contrato, ou um híbrido, podemos sentar e negociar... podemos explorar isso", disse Chiriboga à Reuters antes de as empresas darem início às conversações em Quito.

"Vamos sempre ser flexíveis nas discussões de renegociação", acrescentou.

A espanhola Repsol, a Petrobras, a francesa Perenco, a chinesa Andes Petroleum e a norte-americana City Oriente concordaram em dar início às discussões com o governo, segundo Chiriboga.

A decisão da semana passada aumentou de 50 para 99 por cento a participação do Estado na renda do petróleo produzido acima de um preço determinado.

A decisão de Correa segue-se a medidas similares adotadas pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, que neste ano nacionalizou projetos bilionários de petróleo pesado como parte de seu movimento para implementar o socialismo no país.

(Por Alonso Soto)