ANÁLISE-Desempenho de ação da VALE reduz espaço para mais alta

segunda-feira, 8 de outubro de 2007 17:48 BRT
 

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO, 8 de outubro (Reuters) - Investidores parecem já ter embutido no valor de mercado da Companhia Vale do Rio Doce suas apostas para o aumento do minério de ferro em 2008 e fazem as contas sobre o preço justo para as ações da mineradora, embora ainda não exista consenso sobre o percentual do reajuste da commodity.

As ações da Vale (VALE5.SA: Cotações) (VALE3.SA: Cotações) representam mais de 10 por cento do principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo e, por isso, qualquer oscilação dos papéis da mineradora é acompanhada de perto.

No início da semana passada, investidores correram para se desfazer dos papéis da Vale, que acumulam valorização de cerca de 90 por cento no Brasil, depois que o JP Morgan reduziu sua recomendação por considerar o desempenho das ações da empresa em setembro "simplesmente extraordinário".

Nesta segunda-feira, o UBS cortou a indicação para os papéis da mineradora de "compra" para "neutra", embora tenha elevado o preço-alvo. Os analistas da corretora vêem pouco espaço para valorização adicional das ações da Vale e consideram que o aumento do minério em 2008 já está precificado.

Analistas falam de reajuste a partir de 20 por cento no minério no ano que vem. No caso do UBS Pactual, a expectativa é de alta de 35 por cento no preço da commodity em 2008 e de outros 5 por cento em 2009.

Pelos cálculos do banco, cada 10 por cento de alta no minério aumenta o preço-alvo dos American Depositary Receipts (ADRs) da Vale em 0,25 dólar, enquanto cada 1 dólar por libra-peso a mais no preço do níquel adiciona 0,08 dólar ao valor justo para o papel da companhia.

A Vale é a maior produtora mundial de minério de ferro e a segunda maior de níquel.

No dia 3, o relatório do JP Morgan cortando Vale fez as preferenciais da empresa negociadas na Bovespa despencarem quase 8 por cento em uma única sessão.   Continuação...