Lucro da AmBev sobe, mas desempenho cai no Brasil

quinta-feira, 8 de maio de 2008 07:51 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - A AmBev teve um lucro líquido 15 por cento maior no primeiro trimestre, mas o resultado foi impactado por uma performance mais fraca no Brasil, onde a empresa enfrentou clima mais frio, e por preços mais elevados de commodities.

Os efeitos negativos foram compensados por alta nos preços da companhia e performances mais fortes de suas operações na América do Norte e da unidade argentina Quinsa.

A cervejaria teve um lucro líquido de 743,8 milhões de reais contra 645,9 milhões de reais um ano antes.

Mas a geração de caixa medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) avançou 1,5 por cento, atingindo 2,074 bilhões de reais no período. A margem caiu 1,1 ponto percentual para 42,8 por cento.

"O setor de bebidas no Brasil enfrentou os desafios conjuntos de um clima mais chuvoso e frio, um feriado de carnaval mais cedo e um aumento no preço de alimentos de mais de duas vezes o nível do índice de preços ao consumidor", informou a AmBev em comunicado ao mercado.

"Apesar de 2008 continuar um ano difícil, acreditamos que a indústria voltará a crescer durante o ano. Na verdade, tivemos os primeiros sinais disso em abril, com os volumes de cerveja crescendo 3,1 por cento", afirmou no comunicado o diretor geral para a América Latina, Luiz Fernando Edmond.

A receita líquida da AmBev somou 4,85 bilhões de reais no trimestre passado, evolução de 4,1 por cento em relação aos primeiros três meses de 2007. Em volumes, as vendas cresceram 2,7 por cento.

Isoladamente, a operação brasileira registrou queda de 0,4 por cento nas vendas em volume, pressionadas por recuo de 0,2 por cento em cerveja e de 1 por cento em refrigerantes. A margem Ebitda no país caiu 0,7 por cento, para 1,48 bilhão de reais.

Já a unidade Quinsa viu as vendas em volume crescerem 9,9 por cento no período, com uma evolução de Ebitda de 9,6 por cento.

As operações latino-americanas por sua vez ampliaram as vendas em volume em 2 por cento e na América do Norte o crescimento foi de 8 por cento, com Ebitda avançando 6,8 por cento.

(Por Alberto Alerigi Jr, edição de Vanessa Stelzer)