October 23, 2007 / 2:31 AM / 10 years ago

Renan pode enfrentar quinta representação por quebra de decoro

4 Min, DE LEITURA

BRASÍLIA, 8 de outubro (Reuters) - O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pode enfrentar nova representação no Conselho de Ética por quebra de decoro parlamentar, desta vez devido à denúncia de tentativa de espionar senadores adversários. Se aceita, se reverterá no quinto processo por perda do mandato contra o senador alagoano.

O líder do partido Democratas, Agripino Maia (RN), disse que cabe a Renan dar explicações convincentes sobre a denúncia de que estaria montando esquema para espionar os senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Marconi Perillo (PSDB-GO).

"Vamos avaliar. Se as explicações que aguardamos do senador Renan não forem convincentes, o caminho será uma representação ao Conselho de Ética", disse Agripino a jornalistas nesta segunda-feira.

A acusação contra Renan foi divulgada no final de semana pela imprensa. Segundo as publicações, Renan teria usado um assessor do Senado, o ex-senador Francisco Escórcio, e advogados para espionar atividades de Demóstenes e de Perillo.

Escórcio teria planejado a instalação de câmeras de vídeo em um hangar de táxi aéreo em Goiânia para filmar os senadores em alguma atividade ilegal. O plano só não teria progredido porque o dono do hangar, o ex-deputado Pedro Abrão, se negou a participar do esquema.

"O Senado está vivendo o pior ambiente de sua história, um presidente da Casa que teria usado funcionários dele para espionar colegas é coisa impensável", lamentou Agripino.

Renan Calheiros negou a acusação em nota enviada à imprensa. Ao contrário do que vem fazendo diariamente, o senador faltou ao Senado nesta segunda-feira, onde a nota foi lida no plenário. Ele afirma que a denúncia não combina com seu caráter.

"Repudio, mais uma vez --com a veemência e indignação que a situação exige-- as falsas acusações de que estaria usando servidores do Senado Federal para práticas inescrupulosas, imorais e ilegais. Isso não faz parte do meu caráter", disse no texto.

O senador afirmou que a acusação é uma nova trama. "Eu sim tive a vida devassada e não recorreria a indignidades como as que me foram falsamente atribuídas. É preciso ter responsabilidade e cobrar das fontes das maledicências as provas das acusações."

A série de denúncias contra Renan começou em maio, quando a revista Veja informou que ele usava um lobista da construtora Mendes Júnior para realizar os pagamentos da pensão de uma jornalista com quem ele tem uma filha fora do casamento. Após ampla defesa, o plenário do Senado decidiu, em setembro, pela abolvição e Renan manteve o mandato parlamentar.

Ele é acusado ainda de beneficiar uma cervejaria, de ter usado "laranjas" para adquirir rádios em Alagoas e de participar de um esquema de corrupção em ministérios ocupados pelo PMDB. O senador nega todas as acusações.

Em outra fente, Renan é tido como responsável por mandar retirar os peemedebistas históricos Jarbas Vasconcelos (PE) e Pedro Simon (RS) da Comissão de Constituição e Justiça do Senado na semana passada.

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