23 de Outubro de 2007 / às 02:31 / 10 anos atrás

Aportes definirão diretoria do Banco do Sul, diz Mantega

Por Mair Pena Neto

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Embora os estatutos do Banco do Sul ainda não estejam definidos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nessa segunda-feira que o volume de capital a ser aportado por cada país "vai pesar" na formação da diretoria da instituição.

Sem revelar qual será o aporte do Brasil, Mantega deu a entender que o país será um dos principais contribuintes. A igualdade entre os sócios do banco se dará no Conselho Administrativo que será integrado pelos ministros da Fazenda de cada um dos países, com direito a um voto cada um.

"É claro que o Brasil não vai ser um dos países que vai por menos capital, será um dos países que colocará mais", disse Mantega, em entrevista coletiva.

O ministro afirmou que o Banco do Sul deverá ter em seu estatuto um pouco do modelo dos bancos de desenvolvimento, como o BNDES e a CAF (Comissão Andina de Fomento). E, assim como essas instituições, poderá financiar projetos públicos e privados.

Segundo Mantega, o novo banco está voltado para a integração sul-americana e vai financiar projetos de integração, em primeiro lugar.

"Não é um banco de aventuras. É um banco profissional, eficiente, que vai ter rating e financiar projetos sérios", disse Mantega, ressaltando que os países integrantes fizeram ajustes fiscais importantes em suas economias e "têm solidez maior que alguns países desenvolvidos".

CONTROLE DOS USUÁRIOS

O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabezas, destacou que o Banco do Sul começa a construir a arquitetura financeira da região, administrada pelos governos eleitos democraticamente.

"Não haverá crédito condicionado a políticas econômicas. Não será um instrumento de dominação", disse Cabezas.

"O Banco do Sul será muito importante porque vai representar uma nova instituição multilateral voltada para os interesses sul-americanos e controlada pelos seus usuários", acrescentou Mantega.

Os ministros da Fazenda e da Economia de Brasil, Argentina, Bolívia, Equador, Paraguai, Uruguai e Venezuela se reuniram no Rio de Janeiro e chegaram a um consenso sobre a ata de fundação do Banco do Sul.

A instituição será um banco exclusivamente sul-americano, que contribua para aumentar a disponibilidade de liquidez, a correção das assimetrias, o desenvolvimento da infra-estrutura de integração e um círculo virtuoso de crescimento na região. Todos os países do continente poderão integrá-lo.

Essa proposta será levada agora aos presidentes de cada um dos países e, se aprovada rapidamente, poderá ser assinada no dia 3 de novembro em Caracas, a convite do presidente venezuelano, Hugo Chávez.

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