Aportes definirão diretoria do Banco do Sul, diz Mantega

segunda-feira, 8 de outubro de 2007 19:27 BRT
 

Por Mair Pena Neto

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Embora os estatutos do Banco do Sul ainda não estejam definidos, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nessa segunda-feira que o volume de capital a ser aportado por cada país "vai pesar" na formação da diretoria da instituição.

Sem revelar qual será o aporte do Brasil, Mantega deu a entender que o país será um dos principais contribuintes. A igualdade entre os sócios do banco se dará no Conselho Administrativo que será integrado pelos ministros da Fazenda de cada um dos países, com direito a um voto cada um.

"É claro que o Brasil não vai ser um dos países que vai por menos capital, será um dos países que colocará mais", disse Mantega, em entrevista coletiva.

O ministro afirmou que o Banco do Sul deverá ter em seu estatuto um pouco do modelo dos bancos de desenvolvimento, como o BNDES e a CAF (Comissão Andina de Fomento). E, assim como essas instituições, poderá financiar projetos públicos e privados.

Segundo Mantega, o novo banco está voltado para a integração sul-americana e vai financiar projetos de integração, em primeiro lugar.

"Não é um banco de aventuras. É um banco profissional, eficiente, que vai ter rating e financiar projetos sérios", disse Mantega, ressaltando que os países integrantes fizeram ajustes fiscais importantes em suas economias e "têm solidez maior que alguns países desenvolvidos".

CONTROLE DOS USUÁRIOS

O ministro das Finanças da Venezuela, Rodrigo Cabezas, destacou que o Banco do Sul começa a construir a arquitetura financeira da região, administrada pelos governos eleitos democraticamente.   Continuação...