Ao discutir alta do euro, ministros europeus reclamam da China

segunda-feira, 8 de outubro de 2007 21:54 BRT
 

Por Jan Strupczewski e Brian Love

LUXEMBURGO (Reuters) - Irritados pelas constantes altas do euro, ministros das finanças da zona da moeda única européia se voltaram para a China na segunda-feira, por causa do controle exercido pelo governo chinês sobre sua moeda, visto pelos europeus como uma vantagem comercial injusta.

Eles chegaram a essa conclusão após negociações para chegar com uma posição conjunta ao encontro entre as sete economias mais industrializadas do mundo, o G7, formado por Estados Unidos, Japão, Canadá, Grã-Bretanha e os integrantes da zona do euro Alemanha, Itália e França.

Em comunicado, os ministros da zona do euro reiteraram os apelos aos mercados financeiros para atender as declarações dos Estados Unidos de que um dólar forte é do interesse norte-americano e que levem em conta a melhora da economia do Japão.

A novidade ficou por conta do tom mais duro adotado em relação à China. Até então, a União Européia tinha deixado para os Estados Unidos o uso de uma retórica mais rígida no que dizia respeito à moeda chinesa.

"Primeiro ponto China, segundo ponto dólar, terceiro ponto iene", disse Jean-Claude Juncker, presidente do encontro.

Ele e o presidente do Banco Central Europeu, Jean-Claude Trichet, visitarão Pequim até o final do ano acompanhados do comissário europeu para Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquin Almunia.

O euro subiu mais de 20 por cento em relação ao dólar e ao iene desde seu lançamento em janeiro de 1999.

Embora a China tenha permitido que sua moeda se valorizasse marginalmente contra o dólar nos últimos dois anos, ela deixou que a divisa perdesse força ante o euro em igual proporção, o que levou à percepção de que a zona do euro esteja carregando o fardo das distorções entre as moedas.

(Com reportagem de Marcin Grajewski, Paul Carrel, Huw Jones, Anna Willard, Valentina Za, Yves Clarisse e Ilona Wissenbach)