ANÁLISE-Brasil ganha peso maior em mercado petrolífero da AL

terça-feira, 8 de abril de 2008 15:10 BRT
 

Por Brian Ellsworth

CARACAS, 8 de abril (Reuters) - O Brasil está surgindo como um dos maiores participantes do mercado energético da América Latina após anos de predomínio da Venezuela e do México, países ricos em petróleo mas nos quais o volume de produção vem caindo apesar do preço do barril, atualmente em cerca de 100 dólares.

A cooperação entre a estatal Petrobras (PETR4.SA: Cotações) e parceiros da iniciativa privada ajudou o Brasil a se tornar auto-suficiente na produção de petróleo e a descobrir grandes reservas de petróleo e gás.

Simultaneamente, a produção do combustível no México vem caindo devido a uma proibição de investimentos privados, medida que limitou a atuação da estatal Pemex, ao passo que a estatal venezuelana PDVSA produz menos hoje, depois da cruzada nacionalista do presidente Hugo Chávez em 2007.

As tendências sugerem que a experiência empresarial torna-se tão importante quanto as grandes reservas de petróleo quando se trata de garantir o crescimento e a lucratividade das empresas nacionais da área.

"A Petrobras possui uma estratégia de longo prazo que lhe permite incorporar novas tecnologias e capital por meio de investimentos da iniciativa privada", disse Jorge Pinon, pesquisador da Universidade de Miami.

"A Pemex e a PDVSA são mais extensões do Estado, o que explica a atual situação delas."

A Petrobras realizou no ano passado talvez uma das maiores descobertas de reserva de petróleo dos últimos 20 anos, quando identificou o campo de Tupi, com até 8 bilhões de barris, em parceria com o BG Group Plc BG.L, da Grã-Bretanha, e da Galp (GALP.LS: Cotações), de Portugal.

A estatal brasileira, antes a empresa que monopolizava o setor, e dentro da qual o governo possui uma participação de 32 por cento, vem sendo administrada como uma multinacional há quase uma década e trabalhou com a meta clara de garantir o fornecimento de combustível às indústrias do país.   Continuação...