BOVESPA-Espremido entre commodities e NY, índice opera volátil

sexta-feira, 8 de agosto de 2008 11:58 BRT
 

SÃO PAULO, 8 de agosto (Reuters) - Espremida entre o efeito da queda acentuada nas cotações do petróleo sobre as ações da Petrobras, e o movimento fortemente positivo de Wall Street, a Bolsa de Valores de São Paulo operava sem tendência definida nesta sexta-feira.

Depois de operar em queda na primeira hora de negócios, o Ibovespa .BVSP passava a oscilar em torno da estabilidade. Às 11h54, o indicador exibia alta de 0,15 por cento, aos 57.100 pontos. O volume financeiro somava 1,2 bilhão de reais.

O receio de que uma desaceleração econômica na Ásia e na Europa reduza a demanda por petróleo CLc1 fazia a commodity cair para a faixa dos 116 dólares o barril.

Em Wall Street, esse movimento era lido como sinal de menos pressão inflacionária nos Estados Unidos, o que fazia o índice Dow Jones .DJI, da Bolsa de Nova York, subir 1,72 por cento.

Na Bovespa, a queda generalizada das commodities internacionais pressionava as ações de empresas ligadas ao setor. As preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) cediam 0,56 por cento, valendo 33,67 reais.

Nesse aspecto, os anúncios de que a companhia comprou a participação da ExxonMobil (XOM.N: Cotações) na Esso Chile por 400 milhões de dólares e que descobriu uma nova reserva de óleo leve na Bacia de Santos tinham pouca influência nos negócios.

No setor de metais, as preferenciais da Vale (VALE5.SA: Cotações) recuavam 0,41 por cento, cotadas a 36,60 reais. As preferenciais da Gerdau (GGBR4.SA: Cotações) caíam 2,40 por cento, para 30,90 reais.

"Apesar do peso das commodities no Ibovespa, a sensação é de que o índice está mais propenso a seguir o comportamento das bolsas americanas. Pelo menos se a alta lá for muito forte", disse Carlos Alberto Ribeiro, diretor da Novação Distribuidora.

Dentre os setores que exibiam fôlego, apareciam os de eletricidade, telefonia, construtoras e varejo. Mas a fila de ganhos era puxada pelas companhias aéreas, justamente favorecidas pela expectativa de menores custos dos combustíveis.   Continuação...