February 8, 2008 / 11:11 AM / in 9 years

IGPs seguirão altos na leitura em 12 meses--FGV

4 Min, DE LEITURA

Por Rodrigo Viga Gaier e Vanessa Stelzer

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO (Reuters) - A inflação medida pelos IGPs vão se aproximar dos 9 por cento nas leituras em 12 meses ao longo do primeiro semestre e só devem ceder a partir da segunda metade do ano, de acordo com o economista da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Salomão Quadros.

Isso é importante, acrescentou ele, porque esses índices são indexadores de contratos como de energia elétrica.

A FGV informou nesta sexta-feira que o Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) desacelerou a alta para 0,99 por cento em janeiro, ante avanço de 1,47 por cento em dezembro, mas em 12 meses o indicador soma 8,49 por cento.

A tendência dos IGPs é oscilar perto de 8,5 por cento até o meio do ano, com possibilidade de escorregar para perto de 9 por cento, afirmou Quadros ao lembrar que no primeiro semestre de 2007 as taxas do IGP-DI estavam abaixo de 0,5 por cento ao mês.

"No segundo semestre, os IGPs em 12 meses vão ter uma desaceleração razoável. Você passará a comparar com o segundo semestre de 2007 e dificilmente você terá de novo taxas acima de um por cento", disse Quadros.

Janeiro

A desaceleração da inflação em janeiro decorreu sobretudo de uma menor alta dos preços de alimentos agrícolas no atacado.

Quadros acrescentou que os alimentos, vilões da inflação em 2007, já iniciaram um movimento de desaceleraçao, mas ressaltou que o processo tende a ser lento já que a demanda mundial continua aquecida.

"Os estoques já não estão mais caindo, mas a demanda de Índia e China continuará grande mesmo com uma recessão nos EUA. Com a entrada da safra aqui no Brasil em 2 meses, a tendência é que eles cedam mais", avaliou o economista.

Entre os componentes do IGP-DI, o Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 1,08 por cento, ante alta de 1,90 por cento em dezembro.

O IPA agrícola desacelerou a alta para 1,60 por cento em janeiro, ante 4,27 por cento em dezembro. O avanço do IPA industrial também perdeu força, de 1,01 para 0,88 por cento.

As principais quedas individuais de preços no atacado vieram do setor agrícola: milho em grão, ovos, leite in natura e uva. As maiores altas vieram de soja em grão, tomate e arroz.

Após a entressafra no final do ano, os preços dos bovinos recuaram em 0,42 por cento em janeiro.

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou a alta, para 0,97 por cento no mês passado, frente à variação positiva de 0,70 por cento no anterior.

A aceleração decorreu principalmente por causa do grupo Educação, leitura e recreação, que em um movimento sazonal teve aumento de preços de 2,52 por cento.

Os custos de Alimentação também avançaram em ritmo maior que em dezembro, em 2,10 por cento.

Segundo Quadros, ainda há um repasse do choque agricola do ano passado para alguns produtos alimentares no varejo.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 0,38 por cento em janeiro, comparado a aumento de 0,59 por cento em dezembro.

(Para mais informações sobre indicadores de inflação, consultar as páginas e )

Reportagem de Vanessa Stelzer e Rodrigo Viga Gaier

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