Política industrial prevê aumento do investimento a 21% do PIB

quinta-feira, 8 de maio de 2008 18:57 BRT
 

SÃO PAULO (Reuters) - O governo já alinhavou as principais metas macroeconômicas da nova política industrial que tem lançamento marcado para a próxima segunda-feira com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O próprio Lula disse nesta quinta-feira que a nova política industrial tenta resolver dois problemas para o país.

"Um de incentivar mais empresas a investirem no seu crescimento e outro de ajudar na desoneração para facilitar as exportações do Brasil", disse Lula a jornalistas, após evento no Planalto.

As novas medidas compreendem quatro macrometas, segundo informou o porta-voz da Presidência, Marcelo Baumbach, entre elas a que eleva o investimento direto na economia para 21 por cento do Produto Interno Bruto em 2011. No ano passado, os investimentos diretos ficaram em 17,6 por cento do PIB.

Outra meta é estimular a inovação no setor industrial, com um conjunto de medidas para elevar os investimentos privados em pesquisa e desenvolvimento para 0,65 por cento do PIB em 2010. Em 2006, esse investimento foi da ordem de 0,51 por cento do PIB.

A terceira delas prevê elevar a participação brasileira nas exportações mundiais para 1,5 por cento do comércio mundial em 2010, comparados com os 1,17 por cento obtidos em 2007.

O governo prevê ainda aumentar em cerca de 10 por cento o número de micro e pequenas empresas exportadoras brasileiras.

"Para a obtenção de tais macrometas estão previstas medidas de incentivo, crédito e financiamento do BNDES, além de medidas de desoneração de impostos", disse Baumbach.

Em relação à redução de impostos, ele informou que os valores ainda não estão fechados, mas que podem incluir cortes de 7 a 20 por cento em relação ao que é pago hoje. Deve atingir 24 setores. Chamada pelo governo de política de desenvolvimento produtivo, as medidas vêm sendo estudadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, comandado por Miguel Jorge, há mais de um ano. Deveria ter sido divulgada no final do ano passado, mas a derrubada da cobrança da CPMF pelo Senado adiou o anúncio.

Foram convidados para a cerimônia, que será realizada na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro, todos os governadores, empresários de diversos setores produtivos, associações empresariais e representantes de centrais sindicais.

(Por de Carmen Munari)