BOVESPA-Commodities apagam otimismo com EUA e índice recua

segunda-feira, 8 de setembro de 2008 13:47 BRT
 

SÃO PAULO, 8 de setembro (Reuters) - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) passava a operar no vermelho nesta segunda-feira, depois que o aprofundamento da queda das ações ligadas a commodities apagava o otimismo com a ajuda do governo norte-americano ao setor imobiliário.

Depois de ter chegado a subir mais de 3 por cento nos primeiros minutos de pregão, o Ibovespa .BVSP recuava 0,8 por cento, para 51.530 pontos, às 13h40.

O vaivém dos índices turbinava o giro financeiro da bolsa, que computava 2,87 bilhões de reais.

Após o ânimo inicial, o anúncio do plano do governo norte-americano para salvar as agências hipotecárias Fannie Mae FNM.N e Freddie Mac FRE.N produzia performances desencontradas nos mercados.

Ao mesmo tempo em que fortaleceu as bolsas de Wall Street, a notícia deu impulso ao dólar frente às principais moedas e empurrou para baixo os preços das commodities, setor de maior peso na Bovespa.

Assim, as ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA: Cotações) caíam 1,7 por cento, para 31,31 reais, seguindo a queda do petróleo Clc1 para a faixa de 105 dólares o barril.

Na mesma linha, as preferenciais da Vale (VALE5.SA: Cotações) cediam 1,5 por cento, a 35,57 reais.

O movimento negativo era aprofundado por quedas pontuais. BM&F Bovespa BVMF3.SA, a pior do índice, perdia 6,6 por cento, valendo 10,09 reais.

Cesp CESP6.SA tinha desavalorização de 5,8 por cento, a 21,36 reais, após jornais veicularem que as conversações entre os governos paulista e federal para possível privatização da companhia emperraram.

Durante seminário em São Paulo, o secretário-executivo do Ministério das Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou que o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) deverá ter até o final deste ano um parecer sobre o que fazer com as hidrelétricas cujas concessõs vencem em 2015, caso da Cesp.

(Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado)