AGENDA POLÍTICA-Congresso debate CPIs dos cartões e Orçamento

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008 13:45 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - Na próxima semana, as CPIs para investigar as despesas com os cartões corporativos devem tomar conta dos debates no Congresso Nacional, que retoma efetivamente os trabalhos. Os cortes no Orçamento da União serão outro foco de discussão.

A oposição promete uma operação de guerra para obter assinaturas ao requerimento de criação da CPI mista (Câmara e Senado) proposta pelo deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), que se restringe ao governo Lula.

Do lado do governo, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) terá de conseguir novas assinaturas depois que alterou o requerimento da CPI, ao colocar a composição da comissão (11 senadores), o prazo de funcionamento de 90 dias e a dotação de recursos de 100 mil reais depois de protocolado. A CPI proposta pelo governo estende a investigação dos cartões ao governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

Depois das críticas ao uso dos cartões corporativos do governo Lula, o PT divulgou levantamento que mostra os gastos de 108 milhões de reais em 2007 do cartão de débito em São Paulo, o que tende a dividir as atenções. Uma CPI em SP, no entanto, foi considerada difícil pelo PT, uma vez que os deputados da Assembléia Legislativa apóiam majoritariamente o governo de José Serra (PSDB).

Quanto ao Orçamento federal, a semana poderá ser decisiva para a fixação dos cortes necessários após o fim da CPMF em 1o de janeiro.

O Executivo mantém a necessidade de cortes de 20 bilhões de reais, enquanto no Congresso circulou o valor de 17 bilhões de reais, a partir de uma reestimativa das receitas, que seriam elevadas em 3 bilhões de reais. O corte de cerca de 8 bilhões de reais em emendas coletivas de parlamentares está em discussão.

A seguir os principais fatos da semana.

SEGUNDA-FEIRA

-- O senador Francisco Dornelles (PP-RJ), um dos relatores da Comissão Mista do Orçamento, apresenta o novo cálculo das receitas da União para este ano, excluindo a arrecadação da CPMF.   Continuação...