ANÁLISE-Medidas de corte de custos da InBev vão migrar para EUA

terça-feira, 8 de julho de 2008 08:27 BRT
 

Por Philip Blenkinsop

BRUXELAS (Reuters) - Vôos em classe econômica, impressão nos dois lados da folha e menos funcionários com celulares.

A cervejaria belgo-brasileira InBev deve exportar seu modelo de controle de custos para os Estados Unidos para obter 1,4 bilhão de dólares em cortes de gastos se for bem sucedida na aquisição da rival norte-americana Anheuser-Busch .

"Orçamento base zero" é central para o modelo de negócios da InBev, no qual departamentos têm que justificar todos os gastos, em vez de ajustar mudanças em seus orçamentos.

Levado da América Latina quando a belga Interbrew se fundiu com a brasileira AmBev para formar a InBev em 2004, o modelo tem sido aplicado nas regiões onde a companhia opera. América do Norte desde 2005, Europa ocidental desde 2006 e Leste Europeu e Ásia desde 2007.

Empregados e sindicalistas descrevem os mecanismos mais estritos de controle de orçamento: os celulares são retirados apenas por funcionários que justificarem a necessidade de um, novas canetas são entregues apenas em troca das velhas e um elevador na sede mundial da companhia ficou desligado por vários meses.

O elevador voltou a ser usado agora, apesar de placas no saguão do prédio lembrarem: "Por que não usar as escadas?"

A InBev afirma que tais medidas, e notavelmente esforços maiores de economia de energia e água, também são metas de sustentabilidade e que seu esforço de economia de custos é simplesmente um pilar de sua estratégia mais ampla focada em ampliar os volumes de cerveja.

Mesmo críticos da InBev reconhecem que as regras se aplicam tanto ao presidente-executivo da companhia, o brasileiro Carlos Brito, como também aos outros funcionários e que boa performance é premiada.   Continuação...