Tolmasquim: dois grupos garantem competição no leilão de Jirau

quinta-feira, 8 de maio de 2008 14:52 BRT
 

Por Denise Luna

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim, disse estar satisfeito com a participação de apenas dois consórcios no leilão da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, previsto para o dia 19 de maio.

"São dois grupos extremamente fortes e vamos ter uma belíssima disputa...prefiro dois fortes que possam competir", afirmou ele a jornalista nesta quinta-feira.

Ele observou no entanto que o prazo para inscrição de concorrentes ainda não terminou e que até o dia 12 pode aparecer mais interessados. Perguntado se algum grupo estaria sendo formado, porém, Tolmasquim afirmou não ter conhecimento. No mercado também já é dado como certa a participação apenas de dois grupos.

Até o momento, apenas o consórcio formado por Furnas, Odebrecht e Cemig confirmaram presença no leilão, mas outro grupo, composto por Suez Energy, Camargo Corrêa e as estatais Eletrosul e Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), estaria sendo articulado pelo governo pra garantir a concorrência.

As empresas ainda não confirmam oficialmente, mas fontes próximas ao assunto informaram à Reuters esta semana que juntar os dois consórcios perdedores do primeiro leilão foi a forma encontrada pelo governo para tentar garantir concorrência no leilão. O primeiro, realizado no final do ano passado, da usina de Santo Antônio, ficou com o consórcio liderado por Furnas e Odebrecht, que apresentaram deságio de 35 por cento sobre o preço inicial.

O leilão da usina de Jirau terá preço teto inicial menor, de 91 reais o megawatt médio, enquanto a disputa por Santo Antônio começou com 122 reais. Por este motivo Tolmasquim acredita que o deságio poderá ser menor.

"Pode ser que caia menos, já que parte de um preço menor", disse.

Jirau terá capacidade instalada de 3,3 mil megawatts mas irá vender apenas 1,9 mil megawatts, devido à proximidade da segunda usina com a fronteira da Bolívia, o que determinou um acordo para reduzir o impacto no país vizinho e viabilizar o empreendimento.   Continuação...