Alguns quenianos esquecem crise para torcer por Obama

terça-feira, 8 de janeiro de 2008 19:27 BRST
 

Por Thomas Mukoya e Leon Malherbe

KOGELO, Quênia (Reuters) - Os quenianos torciam nesta terça-feira por Barack Obama, esperando que a vitória em New Hampshire de um político visto como filho de sua terra possa distrair a população da crise pós-eleitoral.

Obama, filho de um queniano, tenta ser o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, e lidera à frente da rival Hillary Clinton muitas pesquisas sobre as primárias desta terça-feira para a escolha de New Hampshire do candidato democrata nas eleições de novembro.

Ele se disse "profundamente abalado" pela violência que matou 500 pessoas desde as eleições de 27 de dezembro no país africano. Os quenianos também estão chocados, mas nesta terça-feira muitos voltaram as atenções brevemente para os Estados Unidos.

Em Kogelo, vila no oeste do Quênia de onde partiram os ancestrais de Obama, as pessoas praticamente não tinham outro assunto.

"Estamos todos otimistas e esperamos muito que ele vença", disse à Reuters Said Obama, tio de Barack com 41 anos.

"Estamos rezando por ele e esperamos que tudo dê certo... Isso nos alivia da violência que está ocorrendo nesse país. Pelo menos temos algo para nos fazer feliz."

O senador de Illinois visitou Kogelo pela última vez em 2006, e foi recebido com pompa por milhares de pessoas. Kogelo, que se orgulha de ter a escola onde Barack estudou, fica 100 quilômetros ao noroeste de Kisumu, bastião do opositor Raila Odinga às margens do Lago Vitória.

 
<p>Sarah Hussein Onyango Obama, av&oacute; do pr&eacute;-candidato democrata &agrave; Presid&ecirc;ncia dos Estados Unidos Barack Obama, conversa com a Reuters no vilarejo de  Nyagoma-Kogelo, no Qu&ecirc;ncia, nesta quarta-feira. Photo by Thomas Mukoya</p>