9 de Novembro de 2007 / às 18:58 / em 10 anos

Governo media e Ocean Air assume temporariamente operação da BRA

Por Rodrigo Viga Gaier e Isabel Versiani

RIO DE JANEIRO/BRASÍLIA (Reuters) - Por intermediação do governo, a Ocean Air, do empresário German Efromovich, assumirá nos próximos dias as operações da companhia aérea BRA, que interrompeu as atividades esta semana.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou nesta sexta-feira em nota que, neste fim de semana, a Ocean Air já se responsabilizará pelo transporte de passageiros de pacotes turísticos da BRA.

Na próxima semana, serão acertados os detalhes de um acordo temporário de cooperação entre as duas companhias, provavelmente com duração de três meses.

Questionado se o entendimento poderia se encaminhar para um acordo definitivo, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que essa é uma questão que cabe às empresas decidir.

“Por ora, o que importa é que vai-se resolver o problema dos 50 mil clientes. Espero que, depois, se torne definitivo”, afirmou Jobim a jornalistas.

“Ou a BRA consegue superar a situação, ou há uma negociação da BRA com a Ocean Air para uma incorporação. São especulações para o futuro”, acrescentou.

O brigadeiro Allemander Pereira, diretor da Anac, informou que o acordo temporário valerá “provavelmente por 90 dias”.

A companhia BRA Transportes Aéreos, que enfrenta crise financeira, anunciou na terça-feira a suspensão temporária de todos os seus vôos e a demissão dos 1.100 funcionários.

A BRA fazia, em média, 315 vôos por mês para 26 destinos nacionais e três internacionais. Segundo dados da Anac de setembro, a BRA tinha 4,6 por cento do mercado doméstico, à frente da Ocean Air, com 2,6 por cento.

FIM DE SEMANA

A Anac informou que neste final de semana alguns dos passageiros da BRA com viagem marcada em vôos fretados de pacotes turísticos serão transportados em três aeronaves --uma da Ocean Air e duas da BRA-- em operação comandada pela Ocean Air.

Não há ainda informações sobre os destinos e o número de passageiros que serão atendidos. A agência disse que os clientes da BRA deverão procurar os postos de atendimento da companhia para saber se seus vôos serão operados.

As duas aeronaves da BRA terão de voar com um inspetor de aviação civil da Anac a bordo, informou a agência, e os tripulantes do vôo terão de ser retirados do regime de aviso prévio.

A Anac disse ainda que os custos envolvidos no acordo estão sendo negociados diretamente entre as duas empresas.

“A parte comercial já estaria fechada”, disse Jobim. “Agora é uma questão formal de acertar e identificar as aeronaves que vão ser transferidas, porque algumas delas têm mandado judicial de apreensão”. Apesar de o governo ter participado das negociações, o ministro negou que tenha havido uma intervenção no setor aéreo.

“Esse acordo foi estimulado pela Anac e teve apoio das empresas... é uma responsabilidade que tem o governo de solucionar o problema que criou uma dificuldade para 50 mil, 70 mil pessoas”.

Ele acrescentou que o número de aeronaves que serão aproveitadas pela Ocean Air ainda não foi definido, e que essa negociação será feita diretamente pelas duas companhias.

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