9 de Outubro de 2008 / às 18:54 / 9 anos atrás

CONSOLIDA-EUA avaliam participação em bancos e mundo olha G7

Por Daniel Trotta e Karey Wutkowski

NOVA YORK/WASHINGTON, 9 de outubro (Reuters) - Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira a disposição de adquirir participação em bancos, antes de uma reunião do G7 para tentar evitar um colapso financeiro mundial.

O Departamento do Tesouro planeja começar a injetar capital diretamente em bancos norte-americanos até o final de outubro, segundo uma fonte.

Este seria o mais novo passo para combater o aprofundamento da crise financeira, depois que grandes economias resgataram bancos, injetaram quantias maciças de liquidez nos mercados, concordaram em retirar títulos podres dos balanços de instituições financeiras e cortaram juros.

O corte de juros na Coréia do Sul e em Taiwan nesta quinta-feira seguiu movimento semelhante coordenado na véspera pelos principais bancos centrais do mundo, incluindo o Federal Reserve. O Japão está considerando outras medidas frente a novos sinais de recessão.

Ainda assim, as bolsas de valores norte-americanas operavam em baixa e investidores ainda pediam para que os políticos do G7 e da União Européia mostrem que podem cooperar de forma mais efetiva. O índice de principais ações européias .FTEU3 perdeu mais de 2 por cento após subir durante grande parte do dia.

Os ministros de Finanças e líderes de bancos centrais do G7 se encontrarão em Washington nesta sexta-feira, com o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn, pedindo mais coordenação.

“A coordenação necessária é provavelmente maior do que o próprio G7. Por isso é importante que essa reunião seja também do G20”, afirmou Marc Chandler, chefe da área de estratégia de câmbio da Brown Brothers Harriman.

O plano de capitalização bancária do Tesouro é uma opção incluída no pacote de resgate de 700 bilhões de dólares aprovado na última semana, pelo qual o governo irá comprar títulos podres de instituições financeiras na esperança de estimular novamente os empréstimos.

O Tesouro planeja injetar capital em troca de ações ordinárias e preferenciais e não pretende buscar assento no conselho do banco. O programa seria voluntário, acrescentou a fonte.

Os EUA estariam seguindo os passos da Inglaterra, que afirmou na quarta-feira que está preparada para injetar 50 bilhões de libras (87 bilhões de dólares) de dinheiro dos contribuintes nos bancos para garantir empréstimos interbancários.

Os mercados norte-americanos enfrentam uma incerteza adicional com o fim da proibição de vendas a descoberto de ações financeiras. Esses investidores apostam na queda dos preços das ações e têm sido culpados por derrubar os mercados, apesar de seus defensores afirmarem que foram eles os primeiros a apontar a fraqueza nas instituições financeiras.

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