PP tenta traduzir sucesso municipal em projeção nacional

quinta-feira, 9 de outubro de 2008 19:37 BRT
 

Por Fernando Exman

BRASíLIA, 9 de outubro (Reuters) - Embalado pelo bom número de prefeituras conquistadas no primeiro turno das eleições, o Partido Progressista (PP) tenta transformar o sucesso municipal em trampolim para um lugar de maior destaque no cenário político nacional.

No domingo, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a legenda conquistou 552 prefeituras, só ficando atrás do PMDB (1.196) e do PSDB (782). O PT elegeu 551 prefeitos no primeiro turno.

O PP obteve também a terceira colocação no ranking de eleições de vereadores, com 5.131 vagas obtidas, contra 8.492 do PMDB e 5.913 dos tucanos. Foram eleitos 4.173 vereadores petistas. Os números devem ainda ser atualizados pelo TSE, pois a Justiça Eleitoral julgará nos próximos dias processos de cassação de candidaturas.

"Hoje, o PP é o terceiro maior partido do Brasil", comemorou o presidente da sigla, senador Francisco Dornelles (RJ), em entrevista à Reuters.

O desafio da legenda, entretanto, será árduo. Segundo líderes do partido, embora forte em pequenas e médias cidades, o PP ainda carece de maior musculatura nos grandes centros urbanos.

Em São Paulo, por exemplo, o deputado Paulo Maluf vem perdendo fôlego nas eleições e, segundo críticas de colegas de partido, em vez de fortalecer o PP, prioriza projetos pessoais. A assessoria de imprensa de Maluf informou que ele não poderia falar por estar fora de São Paulo.

Por outro lado, argumentou Dornelles, a fidelidade partidária imposta recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) tende a aumentar as chances que a sigla tem de reforçar sua representatividade no Congresso e nos governos estaduais.

"Outrora, quando não se tinha fidelidade partidária, podia haver prefeitos e vereadores de partidos apoiando candidatos de outros", explicou o senador. "Com a fidelidade partidária, a eleição de prefeitos e vereadores é um parâmetro para eleições futuras."   Continuação...