Lehman reacende medo de quebra nos EUA e índice desaba

terça-feira, 9 de setembro de 2008 18:26 BRT
 

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Não bastasse a persistente correção nos preços das commodities, os temores de insolvência do banco norte-americano Lehman Brothers também azedaram o ânimo dos investidores da Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou com a terceira maior queda do ano.

O Ibovespa desabou 4,5 por cento nesta terça-feira, para 48.435 pontos, chegando ao menor nível desde 16 de agosto do ano passado. O giro financeiro foi de 5,04 bilhões de reais.

Para a bolsa paulista, prevaleceu o pior dos mundos. Por um lado, a perspectiva de desaceleração econômica internacional manteve os investidores ávidos para sair de ações ligadas a commodities e, de outro, o medo de quebra de bancos nos Estados Unidos evaporou o otimismo da véspera em Wall Street.

Traduzindo em números: o índice Dow Jones recuou 2,4 por cento, enquanto o Standard & Poor's 500 teve queda de 3,4 por cento. Ao mesmo tempo, o preço do barril do petróleo baixou aos 102 dólares em Nova York, o menor preço em cinco meses.

"Esse quadro acentuou o processo de aversão a risco, com os investidores saindo de ações e correndo para a renda fixa", disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

Das 66 ações do Ibovespa, 58 fecharam o dia no vermelho.

Dentre as piores, apareceram as blue chips. Petrobras despencou 6,3 por cento, para 28,35 reais. Vale cedeu 4,3 por cento, a 33,34 reais. BM&F Bovespa mergulhou 9,5 por cento, para 9,20 reais.

Com uma busca tão frenética por liquidez imediata, os investidores fecharam os olhos a notícias potencialmente positivas para empresas da Bovespa. A Vale confirmou que está negociando um aumento dos preços de seu minério para clientes na Ásia e a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) teve melhora do rating pela agência Moody's na véspera.   Continuação...