Fluxo amortece piora externa e dólar fica quase estável

sexta-feira, 9 de novembro de 2007 16:27 BRST
 

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO (Reuters) - O ingresso de recursos no país amorteceu a volatilidade externa e garantiu que o dólar fechasse praticamente estável nesta sexta-feira, após uma sessão volátil.

A moeda norte-americana teve ligeira alta de 0,06 por cento, para 1,746 real. Foi o terceiro dia seguido de alta. Ainda assim, a moeda teve queda de 0,11 por cento na semana.

As bolsas em Nova York caíam à tarde pelo terceiro dia seguido. A queda foi disparada pela preocupação com o mercado de crédito e com os resultados corporativos. À tarde, o índice Nasdaq caía cerca de 2 por cento, enquanto Dow Jones e S&P 500 cediam mais de 1 por cento.

O clima ruim deixou os investidores ressabiados e provocou um aumento na aversão a risco. No exterior, investidores chegaram a desmontar operações de arbitragem, impulsionando o iene japonês diante do dólar. Nesse tipo de operação, o investidor utiliza moedas de baixo retorno --como o iene-- e visa o alto rendimento de ativos mais arriscados.

O risco Brasil, medido pelo JPMorgan, se manteve acima de 200 pontos durante a maior parte do dia.

"Com certeza (o dólar) está sendo influenciado", disse Daniel Szikszay, gerente de câmbio do Banco Schahin, sobre o pessimismo no cenário externo. "Mas (o mercado) continua o mesmo de sempre, continua com fluxo positivo", minimizou.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, no Rio de Janeiro, acrescentou que a turbulência não tem gerado uma fuga de ativos nacionais. "A força dessa aversão a risco hoje é bem menor do que era há 10 anos por conta da solidez da economia".

Entre o clima ruim no exterior e a tendência de queda no mercado interno, o dólar alternou momentos de baixa e de alta. Na máxima, a moeda atingiu valorização de 0,57 por cento. Na mínima, chegou a cair 0,17 por cento.   Continuação...