November 9, 2007 / 2:23 PM / in 10 years

Crédito surpreende e avança até 35%, engordando lucro de bancos

4 Min, DE LEITURA

Por Juliana Siqueira

SÃO PAULO, 9 de novembro (Reuters) - O aumento do crédito no país não é novidade, mas o ritmo de expansão destas carteiras nos grandes bancos privados sim. Os resultados trimestrais divulgados esta semana mostraram que o cenário inicialmente traçado para 2007 foi conservador.

Há um ano, as instituições financeiras apostavam em um crescimento de 20 por cento para suas carteiras de crédito ao longo deste ano. Passados nove meses, as estimativas agora rondam a casa dos 30 por cento de expansão.

"(O aumento se deve) às condições de mercado, maior demanda, crescimento da economia acentuado, crescimento da renda, nível menor de inadimplência. Foram fatores bastante favoráveis", disse Silvio de Carvalho, diretor-executivo de controladoria do Itaú a jornalistas esta semana.

As operações de crédito no país já representam 33 por cento do Produto Interno Bruto (PIB), ou mais de 800 bilhões de reais. O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, prevê que a relação chegará a 38 por cento no fim do próximo ano.

O Bradesco, maior banco privado do país, espera que sua carteira de crédito avance entre 21 e 27 por cento este ano. A previsão do Itaú e do Unibanco é de expansão de 25 a 30 por cento.

O crescimento mais expressivo entre os grandes bancos privados até agora foi do ABN Amro Real, cuja carteira de crédito cresceu 35 por cento nos 12 meses encerrados em setembro --boa notícia para o novo dono, o Santander.

"Os bancos estão crescendo o volume de crédito com uma inadimplência controlada. Então o efeito disso para resultado deles é muito favorável", disse Luis Miguel Santacreu, analista da consultoria Austin Rating.

"Esse ano foi intenso e a grande dúvida é se o demandante de crédito tem renda suficiente para tomar mais crédito", ponderou Santacreu.

Bradesco e Itaú apostam que sim. Eles esperam que suas carteiras de crédito cresçam entre 20 e 25 por cento em 2008. O Unibanco ainda não divulgou sua projeção, mas vê um ano parecido com o de 2007.

"A gente está trabalhando com cenário econômico (em 2008) muito semelhante ao verificado este ano. Evidentemenmte sem se prever nenhum tipo de fator externo, acho que as condições para que o ano de 2008 seja muito parecido com 2007 estão colocadas", disse o vice-presidente corporativo da instituição, Geraldo Travaglia, em teleconferência com jornalistas.

Nos primeiros nove meses do ano os lucros recorrentes de Bradesco, Itaú e Unibanco cresceram cerca de 15 por cento cada. O aumento do ganho do ABN Amro Real ficou bem acima, 56 por cento.

No quarto trimestre eles contarão com impacto positivo da venda de participação na Bovespa Holding.

O resultado do terceiro trimestre devolveu ao Itaú IATU4.SA o segundo lugar no ranking de maiores bancos privados do país. Bradesco lidera a lista, com ativos totais de 317,6 bilhões de reais, enquanto que o Itáu aparece na segunda posição com ativos somando 298,5 bilhões de reais. O novo Santander está na terceira posição, com quase 278 bilhões de reais.

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