SAIBA MAIS-Áreas ultraprofundas de exploração de petróleo

sexta-feira, 9 de novembro de 2007 16:18 BRST
 

9 de novembro (Reuters) - A estatal brasileira Petrobras, que anunciou a descoberta da maior reserva de petróleo do Brasil, com até 8 bilhões de barris, é líder global em exploração ultraprofunda.

Alguns fatos importantes sobre as reservas de petróleo no Brasil e as recentes descobertas:

-- As reservas existentes no Brasil, antes de Tupi, somavam 12,2 bilhões de barris de petróleo bruto, com a Petrobras respondendo pela maior parte. O país estava situado em 17o lugar no ranking dos países com maiores reservas.

-- Com uma produção diária de aproximadamente 1,8 milhão de barris, o Brasil mantém a posição de número 15 entre os maiores produtores.

-- Mais de 90 por cento das reservas de petróleo brasileiras estão no mar, ao longo da costa, e a maior parte das recentes descobertas estão em águas profundas ou ultraprofundas, com mais de 4.900 pés (1.500 metros).

-- O novo campo de Tupi tem reservas recuperáveis de entre 5 e 8 bilhões de barris, sendo que aproximadamente 85 por cento do total seria de petróleo leve, de maior valor comercial, por ser mais fácil de refinar.

-- As reservas de Tupi estão em uma profundidade de 6 mil metros, debaixo de uma grossa camada de sal.

-- Apesar de a Petrobras já ter atuado em profundidades como essas antes, a camada de sal apresenta um novo desafio, porque ela tende a se movimentar e pode danificar os equipamentos do poço.

-- A área ultraprofunda abaixo da camada de sal se estende por 800 quilômetros de comprimento ao longo da costa, desde o Estado do Espírito Santo até Santa Catarina. As profundidades nessa faixa variam de 1.500 a até 3.000 metros, e as reservas de óleo e gás geralmente situam-se na média de 3.000 a 4.000 metros da superfície do oceano.

-- A Petrobras diz que o Brasil poderia pular da 17a posição no ranking de reservas e ultrapassar a Nigéria, que atualmente está na 10a posição com 36,2 bilhões de barris, se novas descobertas forem feitas pela estatal ou por outras empresas que exploram a camada ultraprofunda na costa brasileira.

(Por Andrei Khalip)