EUA pedem colaboração de Brasil e China para avanço de Doha

quarta-feira, 9 de abril de 2008 19:13 BRT
 

WASHINGTON (Reuters) - Um aguardado avanço nas negociações comerciais globais pode acontecer nos próximos meses se os países em desenvolvimento como Brasil, China e índia estiverem dispostos a abrir seus mercados para mais bens estrangeiros, afirmou a principal autoridade norte-americana de comércio nesta quarta-feira.

"Vamos mais uma vez acelerar o ritmo para conseguir este avanço", disse Susan Schwab, representante de comércio dos Estados Unidos, para um subcomitê da Câmara dos Deputados, ressaltando que as conversas foram interrompidas diversas vezes desde que as começaram há mais de seis anos em Doha, no Catar.

"O desafio nestas negociações é assegurar que os mercados emergentes, os países em desenvolvimento --Brasil, China, Índia e outros-- contribuam para a abertura do mercado em um nível proporcional a seu grau de desenvolvimento", disse Schwab.

"Todo mundo precisa contribuir para que esta seja uma rodada bem sucedida", disse ela à Câmara.

Os comentários de Schwab foram feitos no momento em que negociadores em Genebra parecem estar reduzindo as diferenças relacionadas a comércio agrícola que vêm há tempos prejudicando os progressos das negociações.

O presidente George W. Bush disse que os Estados Unidos está disposto a fazer difíceis cortes de subsídios agrícolas, mas apenas se outros países concordarem em abrir seus mercados agrícola, indústrial e de serviços para mais empresas estrangeiras.

"Nós esperamos ver uma reunião ministerial nos próximos dois meses", disse Schwab.

Mas uma reunião não deve ser marcada até que fique claro que um avanço é possível, pois "não podemos nos dar ao luxo de falhar em uma reunião neste estágio", disse ela.

Schwab também disse acreditar que ao menos mais uma reunião ministerial será necessária perto do final do ano para finalizar a rodada.