CÂMBIO-Dólar tem leve baixa e espera possível atuação do BC

terça-feira, 9 de outubro de 2007 10:24 BRT
 

SÃO PAULO, 9 de outubro (Reuters) - O dólar operava perto do zero a zero nesta terça-feira, com o mercado monitorando o comportamento do Banco Central após a realização, na segunda-feira, do primeiro leilão de compra de dólares em quase dois meses.

Às 10h24, a moeda norte-americana BRBY exibia leve baixa de 0,11 por cento, cotada a 1,817 real. Na segunda-feira, o leilão de compra levantou a cotação do dólar, que fechou em alta de 0,83 por cento.

"O mercado vai ficar bem lateral (fraco), aguardando para ver qual vai ser o posicionamento dele (BC)", disse Gerson de Nobrega, gerente da tesouraria do Banco Alfa de Investimento.

"Como ele (BC) começou a atuar ontem, precisa ver qual vai ser a sistemática. Se vai entrar de manhã, se vai entrar no período da tarde", acrescentou.

O leilão de segunda-feira começou às 11h10, mas durante a rotina diária de operações no primeiro semestre o BC atuou quase todos os dias após as 15h, na última hora de negócios.

No entanto, o mercado ainda não tem certeza se a volta do BC é definitiva ou se as compras serão eventuais, dependendo do fluxo de câmbio do dia. Na segunda-feira, alguns operadores disseram que o leilão pode ter sido realizado para absorver parte dos dólares trazidos em uma operação da Braskem --o que sinalizaria uma atuação mais pontual.

Por isso, Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, acredita que os agentes podem testar o BC se o mercado externo ajudar.

"Se o ambiente internacional estiver favorável, os players podem tentar empurrar o dólar para perto de 1,80 (real) para com isso observar se o BC vai sinalizar um retorno diário aos leilões de compra ou se a atuação de ontem foi esporádica e tinha a finalidade de absorver algum excesso", comentou.

No cenário externo, o evento mais aguardado é a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, em que foi decidida a redução de 0,5 ponto percentual do juro norte-americano. Os investidores procuram pistas sobre um possível novo corte da taxa, atualmente a 4,75 por cento.