9 de Março de 2008 / às 19:12 / 9 anos atrás

Investidores temem 3a rodada da crise de crédito

Por Natsuko Waki

LONDRES, 9 de março (Reuters) - O aperto nos mercados abertos, a queda das ações e o dólar vão reforçar a preocupação dos investidores nesta semana, com o aumento da pressão sobre os bancos centrais no que parece ser a terceira onda da crise global de crédito.

Na semana passada, os mercados abertos se tensionaram a um nível que não era visto desde dezembro, quando os problemas de financiamento de final de ano elevaram o custo dos empréstimos de forma generalizada.

Em resposta, o Federal Reserve anunciou na sexta-feira novas medidas para aumentar a liquidez --injetando 200 bilhões de dólares no sistema bancário-- e disse manter contato próximo com outros bancos centrais.

No entanto, o Fed não conseguiu melhorar muito o humor. Os investidores, querendo saber se algum outro plano está sendo preparado para evitar um colapso no mercado financeiro, vão examinar com atenção as palavras de membros de bancos centrais, incluindo o Fed, nesta semana.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, também tem alguns discursos agendados, incluindo um no encontro de bancos centrais do G10 na cidade suíça da Basiléia, na segunda-feira.

"É mais uma rodada da crise de crédito. Alguns mercados estão ficando piores do que em janeiro. Há o medo de que algo dramático aconteça, e esse medo está se auto-alimentando", disse Jesper Fischer-Nielsen, estrategista de juros do Danske Bank, em Copenhague.

"Os bancos centrais têm mostrado muita disposição para resolver os problemas (no mercado aberto), e eu estou seguro de que vão repetir isso."

Na semana passada, o vice-chairman do Banco Nacional da Suíça, Philipp Hildebrand, alertou que o mundo pode estar em uma nova e mais perigosa fase da crise.

Novos problemas no mercado de crédito --incluindo o temor de que a concessora norte-americana de hipotecas Thornburg TMA.N vá à falência e cause problemas de caixa em um fundo holandês-- e a preocupação com a desaceleração da economia global dispararam um movimento generalizado de vendas de ações na semana passada.

Muitos spreads de bônus de governos da zona do euro subiram para níveis que não eram vistos desde o lançamento da moeda única, em 1999, com os investidores se desfazendo de títulos italianos, espanhóis e portugueses e correndo para os alemães, considerados mais seguros.

"O congelamento dos recursos pelos concessores de empréstimos, que parece já estar em curso, pode causar perdas na Espanha, Itália, Irlanda, Portugal, Grécia e Áustra, países coletivamente identificados como o grupo de confiança da zona do euro", escreveu o UBS em nota.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below