Cabral diz que teve compreensão de Lula para fim do apoio ao PT

segunda-feira, 9 de junho de 2008 15:58 BRT
 

RIO DE JANEIRO, 9 de junho (Reuters) - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho, disse nessa segunda-feira que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva antes de tomar a decisão de romper a aliança do PMDB com o PT para as eleições municipais na capital do Estado.

Cabral deu a entender que Lula não fez objeção ao fim do acordo que unia os dois maiores partidos da base aliada do governo federal.

"O que eu digo é que o presidente Lula é um democrata", disse Cabral a jornalistas, depois de participar de evento com líderes empresariais.

Com o fim da aliança, o PMDB decidiu lançar o ex-secretário de Esportes e Lazer, Eduardo Paes, o que enfraqueceu a candidatura do petista Alessandro Molon. O PT nacional cogita agora a retirada da candidatura de Molon, emprestando apoio à Jandira Feghali, do PCdoB. A negociação teria como contrapartida a desistência de Aldo Rebelo (PCdoB) de concorrer à prefeitura de São Paulo, passando a apoiar Marta Suplicy (PT).

Cabral afirmou que a boa relação que mantém com o presidente Lula não será desgastada pela decisão política do PMDB.

"A relação com o presidente Lula está cada vez mais forte. Liguei para o presidente e expliquei a ele o que estava ocorrendo", disse Cabral, revelando uma vez mais que não houve atritos com a decisão.

Cabral disse que ainda não conversou com Molon sobre o fim da aliança, mas garantiu que pretende procurá-lo para uma conversa, já que o considera "um dos principais deputados estaduais do Brasil".

"O Molon demonstrou mais uma vez o que eu já esperava dele. É uma pessoa séria, sensata, que deu declarações extremamente ponderadas. Eu já o respeitava e agora só fortaleceu o meu respeito e da minha família por ele."

O governador do Rio disse que seu candidato sempre foi Eduardo Paes, e que quando o convidou para deixar o PSDB e ingressar no PMDB foi com esse compromisso.   Continuação...