IGP-DI tem maior maio do Real, com alta de 1,88%

segunda-feira, 9 de junho de 2008 16:39 BRT
 

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,88 por cento em maio, a maior alta desde janeiro de 2003 e a elevação mais forte para um mês de maio desde a criação do Real.

Diante desse resultado, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê que os IGPs encerrarão o ano em dois dígitos, enquanto em 2007 oscilaram próximos de 7,5 por cento.

No mês passado, a alta do IGP-DI foi impulsionada por combustíveis (em especial óleo diesel), alimentos processados, minério de ferro e arroz.

O índice acelerou em relação à alta de 1,12 por cento registrada em abril e superou a previsão de economistas ouvidos pela Reuters, de 1,70 por cento.

Entre os componentes, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve a maior leitura desde 2002 --subindo 2,22 por cento, ante alta de 1,30 por cento em abril. O IPA foi pressionado pelas matérias-primas brutas e pelos alimentos in natura.

"Ter a maior alta dos últimos cinco anos e meio não é algo bom, mas acho que o IGP-DI atingiu o pico em maio e a tendência é que comece a ceder em junho, só não dá para dizer em que ritmo", disse o economista da FGV Salomão Quadros.

Ele destacou que os itens que mais pressionaram em maio já começaram a perder força. "O arroz continua pressionando, mas já está subindo menos. O ciclo de alta do minério de ferro está acabando e os combustíveis tiveram uma alta pontual. Daqui para frente a pressão vai se concentrar na pecuária. Isso significa um enfraquecimento no médio prazo na inflação de alimentos."

O IGP-DI em 12 meses alcançou em maio a maior taxa desde novembro de 2004, com alta de 12,23 por cento.

Segundo Quadros, a perspectiva é de que o IGP-DI continue subindo no acumulado em 12 meses já que em junho e julho do ano passado apresentou um nível bem baixo para o padrão atual.   Continuação...