9 de Junho de 2008 / às 11:51 / 9 anos atrás

IGP-DI tem maior maio do Real, com alta de 1,88%

SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO (Reuters) - O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 1,88 por cento em maio, a maior alta desde janeiro de 2003 e a elevação mais forte para um mês de maio desde a criação do Real.

Diante desse resultado, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) prevê que os IGPs encerrarão o ano em dois dígitos, enquanto em 2007 oscilaram próximos de 7,5 por cento.

No mês passado, a alta do IGP-DI foi impulsionada por combustíveis (em especial óleo diesel), alimentos processados, minério de ferro e arroz.

O índice acelerou em relação à alta de 1,12 por cento registrada em abril e superou a previsão de economistas ouvidos pela Reuters, de 1,70 por cento.

Entre os componentes, o Índice de Preços por Atacado (IPA) teve a maior leitura desde 2002 --subindo 2,22 por cento, ante alta de 1,30 por cento em abril. O IPA foi pressionado pelas matérias-primas brutas e pelos alimentos in natura.

"Ter a maior alta dos últimos cinco anos e meio não é algo bom, mas acho que o IGP-DI atingiu o pico em maio e a tendência é que comece a ceder em junho, só não dá para dizer em que ritmo", disse o economista da FGV Salomão Quadros.

Ele destacou que os itens que mais pressionaram em maio já começaram a perder força. "O arroz continua pressionando, mas já está subindo menos. O ciclo de alta do minério de ferro está acabando e os combustíveis tiveram uma alta pontual. Daqui para frente a pressão vai se concentrar na pecuária. Isso significa um enfraquecimento no médio prazo na inflação de alimentos."

O IGP-DI em 12 meses alcançou em maio a maior taxa desde novembro de 2004, com alta de 12,23 por cento.

Segundo Quadros, a perspectiva é de que o IGP-DI continue subindo no acumulado em 12 meses já que em junho e julho do ano passado apresentou um nível bem baixo para o padrão atual.

Como o indicador de 12 meses dos IGPs vai trabalhar entre 12,0 e 13,0 por cento em junho e julho, Quadros acha bem provável que a inflação calculada pela FGV feche 2008 em dois dígitos. "Vão faltar apenas cinco meses para fazer o caminho inverso. É pouco tempo e nem todas as taxas do segundo semestre foram baixas o suficiente", alertou o economista.

VAREJO

Outro componente do IGP-DI, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,87 por cento em maio, acima da alta anterior de 0,72 por cento.

No IPC, a maior contribuição também partiu do grupo Alimentação, com alta de 2,33 por cento. Alguns itens que compõem o grupo tiveram avanços expressivos, como hortaliças e legumes (que subiram 10,20 por cento) e arroz e feijão (que passaram de queda de 3,47 por cento para avanço de 4,57 por cento).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) teve alta de 2,02 por cento, variação também maior se comparada ao aumento de 0,87 por cento registrado em abril.

(Para mais informações sobre indicadores de inflação, consultar as páginas e )

Reportagem de Cláudia Pires e Rodrigo Viga Gaier

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