Forte interesse em rodovias derruba pela metade pedágio previsto

terça-feira, 9 de outubro de 2007 20:22 BRT
 

Por Cesar Bianconi e Sérgio Spagnuolo

SÃO PAULO (Reuters) - Cerca de dez anos depois de ter incluído rodovias federais no Plano Nacional de Desestatização (PND), o governo conseguiu leiloar nesta terça-feira trechos do Sudeste ao Sul do país para a iniciativa privada, garantindo investimentos necessários para manutenção e ampliação das estradas.

A licitação --muito disputada e dominada por investidores espanhóis-- incluiu a Fernão Dias, que liga São Paulo e Belo Horizonte, e a Régis Bittencourt, da capital paulista a Curitiba, além de outros cinco trechos que receberão investimentos da ordem de 20 bilhões de reais em 25 anos.

"A partir da entrada de operação dos empreendedores privados, nós vamos ter rodovias com uma performance garantida", afirmou o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, Paulo Sérgio Passos.

De acordo com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), José Alexandre Resende, as rodovias com mais tráfego exigem mais obras.

"Todas as rodovias receberão cerca de 250 milhões de reais nos primeiros seis meses da concessão", disse a jornalistas, acrescentando que nesse período não haverá cobrança de pedágio. A expectativa é que os contratos transferindo a administração das rodovias para as empresas sejam assinados na primeira quinzena de janeiro.

Cerca de 70 por cento dos investimentos iniciais devem ser financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

RETORNO MENOR

A privatização das rodovias federais foi cercada de polêmica. A licitação foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas suspensa após o governo ter avaliado que a taxa de retorno inicialmente prevista --de 12,88 por cento-- era muito elevada.   Continuação...