23 de Outubro de 2007 / às 02:38 / 10 anos atrás

Bovespa sobe 1,4% e fecha acima de 63 mil pontos pela 1a vez

SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo teve novo fechamento recorde nesta terça-feira, acima de 63 mil pontos.

A divulgação da ata do Federal Reserve, que destacou a unanimidade na decisão de cortar o juro norte-americano em 0,50 ponto percentual em setembro, não trouxe surpresas negativas e permitiu que as principais bolsas de valores encerrassem em alta.

No documento, o Fed avaliou que as expectativas de inflação estão contidas, deixando aberta a possibilidade de uma nova redução do juro --o que incentiva aplicações em renda variável.

O Ibovespa avançou 1,42 por cento, para 63.548 pontos. Na máxima do dia, o indicador alcançou a máxima histórica de 63.658 pontos.

O volume na bolsa paulista foi de 6,73 bilhões de reais.

Nos Estados Unidos, os índices Dow Jones e Standard & Poor’s 500 também atingiram recorde durante os negócios.

“A conclusão a que o mercado chegou é que o Fed não tem um viés em direção a um aumento do juro, mas provavelmente a uma redução do juro”, afirmou Mark Coffelt, vice-presidente financeiro da Empiric Funds, no Texas.

Para o diretor da Novação Distribuidora, Carlos Alberto Ribeiro, a ata do Fed não surpreendeu e ajudou a sustentar o mercado.

“Saiu tudo de acordo com o esperado. O mercado gostou de não ter visto nenhuma surpresa. A ata mostrou que a decisão (de reduzir em 0,50 por cento o juro) foi a mais prudente naquele momento”, disse ele.

As ações da Petrobras avançaram 2,1 por cento, para 63,14 reais.

Nas praças européias, o setor petrolífero foi destaque de alta, acompanhando o avanço das cotações da commodity em Nova York e Londres.

CONCESSIONÁRIAS EM QUEDA

Por outro lado, entre as perdas do dia estiveram as ações das concessionárias CCR e OHL Brasil .

Apesar de ter sido a vitoriosa no leilão de trechos de rodovias federais desta terça-feira, a OHL Brasil amargou queda de 3,25 por cento, a 36,00 reais.

Segundo Ribeiro, da Novação, as ações reagiram à expectativa de alto gasto que a empresa terá. “O que poderia justificar a queda da OHL neste momento é o grande investimento que ela terá que fazer nas estradas, que precisarão ser reformadas antes de começar a pagar o investimento”, afirmou.

Os papéis da CCR, que não arrematou nenhum trecho no leilão, fecharam em baixa de 7,17 por cento, a 36,01 reais.

Em comunicado ao mercado para informar o resultado do leilão, o presidente da empresa, Renato Alves Vale, afirmou que “a CCR norteou-se pelas suas prioridades, através de propostas agressivas e competitivas, no limite de nossa responsabilidade e disciplina de capital”.

Por Maurício Savarese e Rodolfo Barbosa

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