BOLSA EUROPA-Lehman pesa no setor bancário e pressiona mercados

segunda-feira, 9 de junho de 2008 09:17 BRT
 

Por Amanda Cooper

LONDRES, 9 de junho (Reuters) - As principais bolsas européias operavam pressionadas na manhã desta segunda-feira, com anúncio de prejuízo elevado do Lehman Brothers LEH.N. A notícia pesava sobre o setor bancário e ofuscava ganhos no setor de energia à medida em que o preço do petróleo se mantém próximo a níveis recordes.

Às 9h13 (horário de Brasília), o índice FTSEurofirst 300 .FTEU3, que acompanha as principais empresas européias, apresentava valorização de 0,1 por cento, aos 1.285 pontos.

Os bancos tinham o pior desempenho nos mercados, derrubados pela previsão de resultados de segundo trimestre do banco de investimentos Lehman Brothers. O UBS UBSN.VX exibiam queda de 4,14 por cento antes de suspensão temporária por suspeita de negociação indevida na bolsa da suíça.

"Há uma fraqueza no setor financeiro, você pode ver que as áreas cíclicas do mercado estão parecendo cada vez mais desafiadas pelo enfraquecimento da perspectiva econômica e elevadas pressões inflacionárias deixando muito pouco espaço para uma redução nas taxas de juros", afirmou o estrategista Darren Winder, do Cazenove. "Há muitas coisas saindo de forma errada no momento."

O Deutsche Bank (DBKGn.DE: Cotações) caía 2,7 por cento, o Société Générale (SOGN.PA: Cotações) cedia 1,12 por cento e o Commerzbank (CBKG.DE: Cotações) perdia 2,5 por cento.

O Lehmam afirmou que aguarda um prejuízo por ação no segundo trimestre de 5,14 dólares por ação, ante estimativa da Reuters de perda de 0,38 dólar por ação.

Ações de companhias aéreas sofriam com a alta do petróleo. A Lufthansa (LHAG.DE: Cotações) tinha queda de 2,25 por cento, a British Airways BAY.L cedia 1,7 por cento e a Air France-KLM (AIRF.PA: Cotações) recuava 1,8 por cento.

Na contramão, o espanhol Banco Popular (POP.MC: Cotações) tinha alta de aproximadamente 2,44 por cento depois que o investidor Ram Bhavnani afirmou ter pedido permissão ao Banco da Espanha para elevar sua participação na instituição de 5 para 10 por cento.   Continuação...