Governo leiloará mais 600 km de rodovias até o final do ano

terça-feira, 9 de outubro de 2007 22:33 BRT
 

BRASÍLIA (Reuters) - Ao comemorar o resultado do leilão de rodovias realizado nesta terça-feira na Bovespa, o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, anunciou que o governo leiloará até o final deste ano mais 600 quilômetros de rodovias na Bahia.

Em entrevista coletiva, segundo a Agência Brasil, Nascimento disse que esse novo leilão está inicialmente previsto para o dia 20 de dezembro e o prazo das concessões será de 15 anos. Os trechos arrematados nesta terça-feira têm prazo de concessão de 25 anos.

O ministro considerou baixos os preços de pedágios para os trechos de rodovias leiloados nesta terça-feira. "Esse leilão tinha uma prioridade: o menor preço", disse.

"Os outros --por isso que as pessoas reclamam dos pedágios-- tinham como objetivo a maior outorga, que é o pagamento para o governo."

Em cerimônia de comemoração aos 35 anos do Sebrae, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também celebrou o resultado do leilão e, sem dar mais detalhes, disse que o governo está abrindo a dragagem dos portos para as empresas privadas.

"É plenamente possível resolvermos os problemas da infra-estrutura desse país se a gente trabalhar formando as parcerias com as pessoas sérias desse país", disse Lula.

A OHL do Brasil, subsidiária da espanhola OHL, foi a grande vencedora do leilão, arrematando cinco dos sete trechos colocados em disputa.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) colocou 2.600 quilômetros de estradas em disputa e espera investimentos de 19,8 bilhões ao longo dos 25 anos de concessão.

Ao fazer um balanço do leilão e também comemorar seu resultado, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, avaliou que o leilão deve colaborar para a diminuição do risco-Brasil.

"O Brasil está de parabéns. Isso resultará na modificação do risco-Brasil, que não é mais a taxa de inflação, não é a fragilidade externa. O risco-Brasil não é fragilidade, perda de robustez fiscal. Hoje o risco-Brasil é custo elevado na infra-estrutura", disse.