ArcelorMittal quer maior suficiência em minério de ferro

quarta-feira, 9 de abril de 2008 12:13 BRT
 

Por Daryl Loo e Nick Trevethan

CINGAPURA (Reuters) - A ArcelorMittal, maior grupo siderúrgico do mundo, quer garantir capacidade de obter até 70 por cento de suas necessidades de minério de ferro a partir de fontes próprias até 2012, e se proteger contra a disparada nos preços de matérias-primas.

O nível proposto elevará a auto-suficiência da companhia em minério de ferro dos atuais 45 por cento, em um momento em que o grupo quer aumentar sua produção em 18 por cento, para 130 milhões de toneladas por ano, até 2012.

A maior parte do crescimento será orgânico, por meio de expansão das operações atuais da ArcelorMittal em mercados emergentes que incluem China, Rússia e Brasil.

"Hoje temos sob nosso controle cerca de 10 bilhões de toneladas de minério de ferro. Nossa primeira prioridade é o controle. Queremos ser responsáveis pelo destino do produto", disse Malay Mukherjee, membro do conselho de adminstração da ArcelorMittal, composto por seis membros.

Os preços do minério de ferro dispararam cerca de 70 por cento em 2008, em meio a uma forte demanda por aço. Os custos crescentes com matérias-primas como minério de ferro e carvão devem afetar as margens das siderúrgicas este ano.

Mukherjee, informou que os planos de expansão de sua companhia em matéria-prima devem se alcançados com investimentos adicionais.

O executivo não quis confirmar relatório do UBS que afirmou na terça-feira que a ArcelorMittal concordou com um aumento de 220 por cento no preço de carvão coque de alta qualidade fornecido pela mineradora BHP Billiton. Mas reconheceu que um preço de carvão a 300 dólares a tonelada é "possível".

Apesar da redução na demanda por parte de economias desenvolvidas, lideradas pelos Estados Unidos, Mukherjee afirmou que o mercado mundial de aço será apoiado por uma escassez de produção de 500 milhões de toneladas de aço, já que os preços maiores de matérias-primas afetam siderúrgicas menores.

Além disso, economias emergentes como Índia e China continuarão a consumir quantidades enormes de metal, o que ajudará a compensar menor demanda em outras regiões, afirmou o executivo.

REUTERS AAJ DL