April 9, 2008 / 3:16 PM / in 9 years

EUA rumam para recessão com piora da crise, aponta FMI

4 Min, DE LEITURA

Por Lesley Wroughton

WASHINGTON (Reuters) - A economia dos Estados Unidos vai entrar em recessão neste ano e há uma chance de 25 por cento de que o crescimento mundial recue para 3 por cento ou menos --nível que seria considerado recessivo--, avaliou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quarta-feira.

Segundo o FMI, a expansão global dos últimos anos está perdendo força rapidamente diante da forte crise financeira provocada pela deterioração do setor imobiliário dos EUA, onde esses problemas continuam "a todo vapor".

Mesmo que o último relatório Perspectiva Econômica Global do FMI aponte crescimento mundial em 3,7 por cento neste ano, é a segunda vez em quatro meses que ocorre uma redução das projeções.

Em outubro, o FMI previa expansão de 4,8 por cento, projeção que foi reduzida para 4,1 por cento em janeiro numa tentativa de levar em conta a rápida evolução dos problemas no mercado de crédito.

O FMI prevê uma recuperação pequena no próximo ano, com expansão de 3,8 por cento --um pouco abaixo do que foi visto após a recessão de 2001 nos EUA.

Na maior economia do mundo, o crescimento deve cair de 2,2 por cento em 2007 para esqueléticos 0,5 por cento neste ano e 0,6 por cento em 2009, afirmou o Fundo.

"A economia dos Estados Unidos vai entrar em uma recessão amena em 2008 como resultado dos ciclos nos setores imobiliário e financeiro, que se alimentam reciprocamente, e vai ter uma recuperação apenas gradual em 2009", disse.

Os efeitos mais sérios da crise serão sentidos pelos Estados Unidos e pela Europa Ocidental, acrescentou.

O Fundo cortou a previsão de crescimento da zona do euro neste ano para 1,4 por cento, ante 1,6 por cento projetado em janeiro e bem abaixo da expansão de 2,6 por cento do ano passado. Em outubro, a previsão era de crescimento de 2,1 por cento da zona do euro.

Em 2009, o FMI espera que a zona do euro cresça apenas 1,2 por cento.

CRESCIMENTO ACIMA DA MÉDIA

Em contraste, as economias emergentes e em desenvolvimento foram menos afetadas até agora pela turbulência financeira e o crescimento desses países deve continuar acima da média, com destaque para China e Índia.

O FMI disse, no entanto, que há sinais de que a atividade econômica começa a se moderar em alguns emergentes.

O Fundo alertou que esses países não ficarão isolados para sempre, especialmente se a desaceleração puxada pelos Estados Unidos se intensificar, e disse que as autoridades financeiras devem permanecer prontas para uma reação.

Enquanto isso, os principais desafios imediatos para os responsáveis pela política econômica são o aumento da inflação, por conta da alta dos preços de energia e alimentos, e o superaquecimento causado pelo crescimento além do potencial.

A expansão econômica da China, locomotiva regional, deve desacelerar de 11,4 por cento em 2007 para 9,3 por cento neste ano, ao passo que a Índia deve moderar o crescimento de 9,2 por cento para 7,9 por cento.

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