Brasil Telecom e controladoras negam venda para a Oi

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008 22:33 BRST
 

SÃO PAULO (Reuters) - A Brasil Telecom e as empresas que controlam a operadora negaram na noite desta quarta-feira que tenham fechado a venda da companhia para o Grupo Oi, antiga Telemar.

As companhias que compõem o bloco de controle da Brasil Telecom, no entanto, não desmentiram categoricamente a existência de negociações para uma eventual venda.

Em resposta a questionamento feito pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a Brasil Telecom e a Brasil Telecom Participações informaram que "não têm qualquer participação em eventual negociação sobre a alienação das ações de empresas de sua estrutura societária por seus acionistas controladores".

"Adicionalmente, as companhias reforçam que não firmaram qualquer entendimento, mesmo que preliminar, sobre fusão ou compra ou venda com a Oi/Telemar ou com qualquer outra empresa ou veículo de investimento", afirma a nota.

No mesmo documento, as empresas do grupo de controle da Brasil Telecom --Solpart Participações, Techold Participações, Invitel e Zain Participações-- também negam a venda da operadora para a Oi, sem, no entanto, desmentir a existência de negociações para uma eventual venda.

"(As empresas que controlam o grupo) têm avaliado, com o auxílio de assessorias especializadas, várias alternativas estratégicas para as suas participações societárias nas companhias", diz a nota. A resposta à CVM afirma ainda que "em que pesem rumores em contrário, e nada obstante haver discussões a respeito, não tomaram qualquer decisão" sobre uma reestruturação societária ou venda para qualquer companhia.

Mais cedo nesta quarta-feira uma nota da edição online da revista Veja, assinada pelo colunista Lauro Jardim, divulgou que o grupo Oi acertou a compra da Brasil Telecom por quase 5 bilhões de reais.

As ações da Oi acumulam forte valorização na bolsa desde a segunda-feira, seguindo a rumores de proximidade de um acerto de compra da rival Brasil Telecom e de nova tentativa de reorganização societária do grupo.

(Por Eduardo Simões)