Corretor de Paris suspeito de fraude no SocGen é libertado

sábado, 9 de fevereiro de 2008 15:29 BRST
 

Por Marie Maitre e Thierry Leveque

PARIS (Reuters) - Juizes franceses interrogaram, neste sábado, um segundo corretor suspeito de participar no escândalo de fraude envolvendo o banco Société Generale, mas eles ignoraram o pedido dos promotores de que ele seja colocado sob investigação formal, disse o advogado do corretor.

Moussa Bakir, da corretora Newedge, deixou o escritório do juiz após uma breve conversa, tendo passado as 48 horas anteriores sob custódia por suspeita de ter cooperado em acordos ilícitos feitos pelo operador do Société Jérome Kerviel.

"Não procurem meu cliente. Ele saiu", disse o advogado de Bakir, Jean-David Scemama, a repórteres do lado de fora do prédio judicial no centro de Paris.

"Você está lidando com uma pessoa que recuperou o status que tinha desde o começo da investigação, o de testemunha. Ele não foi colocado sob investigação formal", acrescentou.

Uma porta-voz disse que a promotoria não recorrerá da decisão de libertar Bakir, tomada pelos juízes Renaud Van Ruymbeke e Francois Desset.

Um fonte judicial disse à Reuters mais cedo que os promotores queriam colocar Bakir sob investigação formal por "conspiração para cometer quebra de confiança".

Os 73 bilhões de dólares em fraudes cometidas por Kerviel no mercado acionário levou a um rombo de 7 bilhões de dólares do Société, o maior caso de negociações não autorizadas na história bancária. A Newedge incorpora uma corretora que pertenceu ao Société chamada Fimat e desde o mês passada tinha como co-proprietários o Société Generale e o braço de banco de investimentos do Credit Agricole .

REUTERS AS ES