9 de Janeiro de 2008 / às 13:30 / em 10 anos

ANÁLISE-Prévia de New Hampshire marca volta por cima de McCain

<p>O republicano John McCain, candidato a concorrer &agrave; presid&ecirc;ncia norte-americana, em New Hampshire. Photo by Jim Young</p>

Por Steve Holland

MANCHESTER, EUA (Reuters) - Chegou a hora de reescrever o obituário político de John McCain, 71, nesta campanha presidencial.

A vitória do pré-candidato à Presidência dos EUA nas prévias de New Hampshire, na terça-feira, significa que a vaga do Partido Republicano continua totalmente indefinida dez meses antes de os EUA escolherem seu novo líder.

“Ele regressou dos mortos”, afirmou Mark McKinnon, assessor de McCain, ao canal Fox News. “Fizemos isso com cuspe e cola, sem dinheiro nenhum.”

Seis meses atrás, McCain era tido como uma carta fora do baralho. Sem verbas, o pré-candidato sofria críticas por dar apoio à guerra no Iraque e aos planos do governo de conceder para imigrantes ilegais acesso à cidadania norte-americana.

“Hoje à noite, mostramos a eles o que é dar a volta por cima”, afirmou McCain a simpatizantes depois de canais de TV dos EUA terem projetado a vitória dele. “Mac is back” (Mac está de volta), gritava a multidão.

As prévias de New Hampshire aconteceram depois das de Iowa e representam o segundo estágio do processo realizado Estado a Estado para escolher os candidatos democrata e republicano à eleição de novembro, da qual sairá o sucessor do presidente George W. Bush.

Se eleito para a Casa Branca, McCain se tornaria a pessoa mais velha a conquistar um primeiro mandato presidencial.

O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, que novamente ficou em segundo lugar, como tinha ocorrido em Iowa na semana passada, saiu de New Hampshire abalado. Ele agora precisa vencer em Michigan, no dia 15 de janeiro.

O terceiro lugar conquistado pelo ex-governador do Arkansas Mike Huckabee mostrou as limitações do pré-candidato. Huckabee venceu em Iowa com o apoio dos cristãos evangélicos e agora volta sua atenção para a Carolina do Sul, que realiza suas prévias no dia 19 de janeiro.

O ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani continua sumido.

Giuliani, o candidato que promete combater o terrorismo com medidas duras, não se saiu bem em New Hampshire ou em Iowa. Mas vem apostando na Flórida e em Estados grandes como Nova York e a Califórnia, que votam no dia 5 de fevereiro.

“Isso significa que a disputa (entre os republicanos) continua totalmente indefinida”, disse Whit Ayres, um especialista em pesquisas que trabalha para o Partido Republicano.

McCain é um político irrequieto que costuma desobedecer à liderança tradicional dos republicanos, incluindo Bush. O pré-candidato nunca retrocedeu em seu apoio à guerra no Iraque, mas criticou duramente a estratégia anterior elaborada pelo então secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld.

O Iraque deveria ser o calcanhar de Aquiles de McCain. O destino, no entanto, mostrou-se benevolente.

O envio, pelos EUA, de mais soldados ao território iraquiano levou àquele país estabilidade suficiente para tirá-lo das primeiras páginas dos jornais norte-americanos.

Assim, McCain passou a declarar a política um sucesso do “eu te disse” e um motivo pelo qual os EUA não devem retroceder em sua luta contra o extremismo islâmico.

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