Temporão descarta epidemia de febre amarela mas alerta turistas

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008 17:56 BRST
 

BRASÍLIA (Reuters) - O Ministério da Saúde descartou nesta terça-feira a ocorrência de casos de febre amarela urbana no país e garantiu que não faltarão vacinas para quem precisar se imunizar contra a doença.

"Não precisa ter nenhuma preocupação sobre possibilidade remota de volta da febre amarela urbana", afirmou a jornalistas o ministro José Gomes Temporão, que ressaltou que o país não vive uma epidemia da doença.

Temporão destacou que o principal foco de atenção das autoridades são os turistas, brasileiros e estrangeiros, que viajam a áreas consideradas de risco, uma vez que a maioria da população residente nesses locais já seria vacinada contra a doença.

Para tentar garantir que os viajantes se protejam contra a febre amarela, o Ministério da Saúde trabalha em conjunto com o Ministério do Turismo e das Relações Exteriores para reforçar a divulgação de informações sobre a necessidade da vacinação, que só garante imunidade 10 dias após a dose, disse o ministro.

"Todas as pessoas que necessitarem ser vacinadas por questões de deslocamento serão atendidas", afirmou. Ele acrescentou que na terça-feira a Fiocruz repassou ao ministério mais 2 milhões de doses da vacina, que serão distribuídas às regiões de maior procura.

Desde o início do ano, duas pessoas morreram com suspeitas de febre amarela no país, uma em Goiás e outra em um hospital do Distrito Federal. Outros seis pacientes com sintomas da doença estão sendo investigados.

Nenhum dos dois pacientes que morreram estava vacinado e ambos estiveram em áreas rurais antes de adoecerem, segundo o ministério.

Ao todo 17 Estados do país são total ou parcialmente considerados áreas de risco. As regiões do Centro-Oeste e do Norte são consideradas áreas endêmicas.

Desde 1942 não há registro de febre amarela urbana no Brasil e todos os casos registrados nos últimos anos são de pessoas que contraíram a doença ao entrar em matas. Dados do ministério mostram que, entre 1996 e 2007, o Brasil registrou 349 casos de febre amarela silvestre, com 161 óbitos.

(Por Isabel Versiani)