Vale diz que não negocia com MST e aguarda polícia em Carajás

quinta-feira, 10 de abril de 2008 15:45 BRT
 

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A concentração de integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra próxima à ferrovia de Carajás, da Vale, ainda não causou danos à companhia, que se recusa a negociar com os manifestantes por considerar esse um papel do Estado, afirmou o diretor-executivo de assuntos corporativos da empresa.

"Existe a iminência de invasão, mas parece que aparentemente o governo estadual mandou um reforço policial para lá, e o secretário de segurança estaria se deslocando para Paraopeba, para intermediar as negociações. Mas da nossa parte não há negociação", afirmou o diretor-executivo de assuntos corporativos da Vale, Tito Martins, ao participar do fórum "Diálogos Capitais", promovido pela revista Carta Capital.

Em palestra no fórum, voltado para projetos de energia e infra-estrutura, Martins afirmou que a Vale vai investir em pelos menos três térmicas a carvão, como já havia anunciado, sendo uma em Barcarena, no Pará, e mais duas próximas a portos nas regiões do Nordeste e Norte.

Pelo plano de investimentos 2008/2011 da Vale, o segmento de energia vai receber 2,1 bilhões de dólares, bem acima dos 760 milhões de dólares investidos da companhia de 1997 a 2007.

Perguntado se a empresa pretende participar do leilão da usina de Jirau, previsto para 9 de maio, Martins limitou-se a dizer que "ainda não há definição sobre isso".

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)