Governo vai enviar reforma tributária sem CPMF--Paulo Bernardo

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008 18:46 BRST
 

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, negou que a iniciativa do aliados de recriar a CPMF tenha o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou não haver decisão tomada sobre o assunto.

Segundo ele, o governo pretende encaminhar uma proposta de reforma tributária ao Congresso em fevereiro, sem a proposta da CPMF, e caberá aos parlamentares discutir o projeto.

Lideranças do Congresso afirmaram nesta quinta-feira que os partidos da base aliada pretendem trabalhar em 2008 pela restituição de um tributo cobrado sobre a movimentação financeira, com receitas voltadas exclusivamente para a saúde.

Segundo o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), a idéia dos partidos governistas é reintroduzir a CPMF, agora com alíquota de 0,20 por cento, para alavancar os investimentos em saúde.

"O caminho nosso é fazer um amplo debate nacional sobre a necessidade de a saúde ter mais recursos", afirmou Fontana a jornalistas.

"Todos os partidos (da base) discutiram e entenderam que esse é o caminho", confirmou o líder do PTB na Câmara, deputado Jovair Arantes (GO).

Paulo Bernardo foi categórico ao afirmar que a proposta não é do governo e descartou sugestão de Fontana de que a proposta de reforma do governo possa sugerir a volta do tributo.

"Não é posição do governo, nós não temos decisão sobre isso. Quando isso foi aventado (em dezembro), o presidente Lula disse que isso não seria feito", afirmou.   Continuação...