October 23, 2007 / 2:44 AM / in 10 years

Alívio em setembro abre espaço para IPCA abaixo de 4%

3 Min, DE LEITURA

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A forte desaceleração dos preços de alimentos em setembro abriu espaço para que o índice "oficial" de inflação do país fique abaixo de 4 por cento este ano, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Após avançar 0,47 por cento em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou setembro com alta de 0,18 por cento, abaixo das estimativas de economistas, que esperavam um avanço de 0,24 por cento.

"A redução do IPCA de um mês para o outro é atribuída à forte desaceleração na taxa de crescimento do grupo Alimentação e bebidas", informou o IBGE em comunicado.

Os custos dos alimentos subiram 0,44 por cento no mês passado, ante avanço de 1,39 por cento em agosto.

O IPCA, que baliza a política de metas de inflação do governo, acumula no ano alta de 2,99 por cento. Nos últimos 12 meses, o índice subiu 4,15 por cento.

A meta de inflação deste ano é de 4,5 por cento, com margem de variação de dois pontos percentuais.

INFLAÇÃO DENTRO DA META

Para Eulina Nunes dos Santos, economista do IBGE, vários fatores sinalizam para um IPCA dentro da meta. "As indicações são de que os números da inflação serão menores daqui para frente. O câmbio (dólar) baixo está ajudando, os preços administrados não estão pressionando, os alimentos começaram a cair e as taxas no último trimestre de 2006 foram altas", afirmou à Reuters.

Segundo o IBGE, o IPCA registrou no ano passado altas de 0,33 por cento em outubro, 0,31 por cento em novembro e 0,48 em dezembro.

"Taxas desse tamanho não devem se repetir, uma vez que os alimentos já estão caindo", afirmou Eulina ao frisar que em outubro o índice vai captar aumento residual da tarifa de água e esgoto no Rio de Janeiro e em São Paulo, além de um reajuste de 1,33 por cento na telefonia fixa.

Para Eulina, a "história" da inflação deste ano já está contada: 2007 será marcado pela forte pressão dos alimentos. No ano, esse grupo acumula alta de 7,20 por cento, quase três vezes mais que o IPCA.

"O perfil da inflação deste ano já foi definido. É a primeira vez no governo Lula que os alimentos vão pressionar. Desde 2003, eles vinham contendo os preços", disse.

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