CANAL ENERGIA-Energias do Brasil estuda mercado de etanol

quarta-feira, 10 de outubro de 2007 11:58 BRT
 

Energias do Brasil estuda entrar no mercado de etanol para
gerar a biomassa

Fábio Couto, da Agência CanalEnergia, de Lisboa*, Negócios
10/10/2007

A Energias do Brasil estuda entrar no mercado de biomassa como
alternativa para ampliar o parque gerador no país. Segundo o
diretor vice-presidente de Geração e Meio Ambiente da holding,
Custódio Miguens, o objetivo é negociar com produtores de
álcool a fim de realizar parcerias para implementar térmicas a
bagaço de cana-de-açúcar ou entrar no mercado de etanol, o que
garantiria o suprimento do bagaço de cana.

A preocupação da holding é com o suprimento do bagaço, cujo
prazo mínimo de entrega que viabilize o negócio é de 15 anos.
De acordo com ele, inicialmente, a alternativa mais próxima
prevê que o empreendimento seria construído em sociedade com o
usineiro, de modo que a Energias do Brasil possa atuar como
majoritário.

No entanto, o parceiro contaria com uma participação
satisfatória no ativo, de acordo com o executivo. A sociedade
poderia contar com uma formatação tipo 60/40, por exemplo,
avalia Miguens.

Caso a proposta de sociedades seja considerada inviável pela
companhia, a Energias do Brasil poderá recorrer à produção de
etanol. Miguens destacou que a opção ainda está sendo avaliada
pela direção da subsidiária brasileira e pela matriz, em
Portugal, uma vez que esse é um mercado novo para a empresa.

Porém, Miguens avalia que observar novos mercados não chegaria
a ser uma dificuldade para a Energias de Portugal, uma vez que,
após a reestruturação da companhia, há alguns anos, levou a
empresa a olhar a produção de energia como algo estratégico.
Miguens destacou que o preço do etanol, num volume equivalente
ao do barril de petróleo, equivale a 35% do preço do
combustível fóssil no mercado internacional, o que poderia
significar uma oportunidade de negócio.

Um exemplo disso é a atuação da EDP em projetos de
comercialização e distribuição de gás natural em Portugal e na
Espanha. "A empresa deixou de ser uma empresa de eletricidade e
passou a ser uma companhia de energia. É um mercado novo, mas
não está totalmente descartado", afirmou.

*O repórter Fábio Couto viajou a Lisboa a convite da Energias
do Brasil




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